Folha Vitória Correios realiza mutirão de entrega neste fim de semana para minimizar efeitos da greve

Correios realiza mutirão de entrega neste fim de semana para minimizar efeitos da greve

A expectativa é realizar a entrega de um volume 4 vezes maior de encomendas

Folha Vitória
Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil
Folha Vitória

Folha Vitória

Folha Vitória

Neste sábado (22) e domingo (23), os Correios realizarão mutirões de entrega em todo o país. A força-tarefa faz parte do plano de contingência da empresa, que visa minimizar os impactos à população diante da paralisação parcial de funcionários.

Segundo a empresa, empregados da área administrativa vão auxiliar na operação. Com o remanejamento de veículos, a expectativa é de realizar a entrega de um volume 4 vezes maior de encomendas, em fins de semana.

As agências estão abertas com a oferta de serviços e produtos, inclusive o SEDEX e o PAC, que continuam sendo postados e entregues. A empresa informa ainda que permanecem temporariamente suspensos os serviços com hora marcada, medida em vigor desde o anúncio da pandemia.

Por motivo de decretos municipais ou estaduais, ou devido aos protocolos preventivos adotados pelos Correios – como sanitização de ambientes -, algumas unidades de atendimento poderão sofrer alterações em seu funcionamento.

Para mais informações, os clientes podem entrar em contato pelos telefones 3003-0100 e 0800 725 0100 ou pelo endereço http://www.correios.com.br/fale-com-os-correios.

Paralisação

No Espírito Santo, a empresa disse que conta com 90% do efetivo trabalhando. Esse percentual é maior do que a média nacional, que segue com 83% dos 99 mil empregados em atividade.

Por meio de nota, o Sintect-ES informou que um dos motivos da deflagração da greve foi a forma como os Correios conduziram a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. "A negligência da empresa já resultou em mais de 100 casos em diversas unidades do estado e os número aumentam a cada dia", informou o sindicato, na nota.

Além disso, o Sintect-ES cita a proposta de 0% de reajuste e a retirada de 70 cláusulas do atual acordo coletivo da categoria como justificativa para o início da paralisação.

Por nota, a empresa esclareceu que possui Plano de Continuidade de Negócios, para continuar atendendo à população em qualquer situação adversa e que desde o início das negociações com as entidades sindicais, os Correios tiveram o objetivo de cuidar da saúde financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia.

"A diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período - dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida", diz a empresa.

Últimas