Folha Vitória Covid-19: qual o risco de contrair a variante Delta após a vacinação?

Covid-19: qual o risco de contrair a variante Delta após a vacinação?

As vacinas não são capazes de evitar a transmissão e o contágio por nenhuma variante, mas previnem mortes e quadros graves

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Foto: Unsplash/Fusion Medical Animation
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O risco de ser infectado pela variante Delta é duas vezes maior do que em relação às outras linhagens do coronavírus, de acordo com o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), do governo dos Estados Unidos, e isso vale para pessoas vacinadas ou não.

Qualquer pessoa vacinada pode ser infectada pela Delta, assim como por qualquer outra variante, porque nenhuma vacina em aplicação contra a covid-19 é capaz de evitar o contágio e a transmissão do vírus, segundo explica o geneticista Renan Pedra, professor de genética da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

“As vacinas têm a capacidade de evitar casos graves ou morte e, felizmente, elas continuam eficientes em relação às variantes. Na América do Norte e no Reino Unido, onde tem mais dados em relação à variante Delta, percebe-se que houve um aumento do número de casos, mas o gráfico de mortes continua bem comportado”, afirma o especialista.

No Reino Unido, mais de 59% da população já foi vacinada com as duas doses de uma vacina, fator que contribuiu para que a Delta não provocasse aumento nas mortes. Por outro lado, nos Estados Unidos, onde parte da população se recusa a ser imunizada, 99% das mortes por covid-19 nos últimos seis meses foram de pessoas não vacinadas, revelou o CDC.

“Se a pessoa está vacinada, ela tem uma baixa expectativa de que esse quadro evolua para grave. Agora, se não vacinou, o cenário é outro e já temos números bem contundentes”, afirma Pedra.

Neste sentido, o geneticista ressalta que ainda não é possível estimar a letalidade da Delta em relação às outras variantes, porque sua disseminação se deu em um cenário em que a vacinação avança em grande parte do mundo.

“A taxa de mortalidade das outras variantes se deu em um cenário sem vacinação. Ainda não temos dados contundentes em relação à Delta, porque fica muito difícil de estimar a mortalidade quando uma grande parte da população está vacinada”, explica.

Vacinação com 2 doses previne casos graves

No Brasil, a disseminação da Delta avança e a previsão é de que a cepa se torne dominante mais rápido do que a Gama, mutação identificada primeiramente em Manaus. Para a OMS (Organização Mundial da Saúde), a variante Delta se tornará dominante em todo o mundo.

A infecção causada pela variante Delta já se mostrou capaz de escapar da imunização conferida por apenas uma dose das vacinas. No Brasil, apenas 23% da população foi vacinada com as duas doses ou uma vacina de dose única, sendo que 7 milhões de pessoas não retornaram na data prevista para receber a segunda aplicação.

Vale ressaltar que no caso da CoronaVac, das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca, a imunização completa só ocorre após 15 dias da aplicação da segunda dose; o imunizante da Janssen é o único aplicado em dose única. Desta forma, as vacinas se mantêm igualmente eficazes para prevenir casos graves e mortes por covid-19 provocada pela Delta.

O geneticista destaca a importância, mesmo após a imunização, de manter o uso de máscara, fazer a higienização das mãos com álcool gel e respeitar o distanciamento social até que a pandemia seja controlada.

Fonte: Portal R7

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