Folha Vitória Economia criativa: edital do Governo do Estado busca trazer soluções inovadoras para o setor

Economia criativa: edital do Governo do Estado busca trazer soluções inovadoras para o setor

O edital de Chamamento Público do Programa Pitch Gov.ES vai receber e custear soluções para desafios em várias áreas da gestão pública

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Foto: Ana Motta
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Empresária Nayara Muriel, proprietária do Studio Etá

A economia criativa é atualmente considerada um importante condutor de desenvolvimento, com potencial de geração de renda e emprego. No Espírito Santo, somente no primeiro trimestre de 2020, cerca de 179,1 mil pessoas estavam empregadas no setor, de acordo com o boletim Economia Criativa – PNAD Contínua para o período, do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).

Setor diversificado, a economia criativa abrange diversos segmentos que têm como ferramenta, meio ou produto a criatividade. Desde expressões artísticas como pintura, escultura, audiovisual e artes cênicas até outros ramos, considerados mais mercadológicos, como design e publicidade, todas essas atividades econômicas são consideradas criativas.

De acordo com o boletim, a quantidade de empregados na área representa 9,4% do total de postos de trabalho ocupados no Estado, 5,9% a mais do que no mesmo período de 2019. De acordo com a Secretaria de Estado da Cultura (Secult), esses profissionais foram responsáveis por cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo, que o JSN estimou em R$ 29,9 bilhões de janeiro a março de 2020.

Chegada da pandemia trouxe dificuldades para o setor

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A empresária Nayara Muriel relata as mudanças com a chegada da  pandemia

Os três primeiros meses do ano podem ter sido positivos, mas a pandemia do novo coronavírus está obrigando esses profissionais a se recriar. É o que confirma a empresária Nayara Muriel, proprietária do Studio Etá, no Centro de Vitória. O espaço, que abriga uma loja colaborativa e já existe há 5 anos, conta ainda com uma loja viva, a galeria Corredor e o Cafetá, um projeto de cozinha rotativa. Todos parados por conta das mudanças promovidas pelo isolamento social.

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O Studio Etá segue fechado desde março

Com a loja fechada desde março, ela pontua que passou a vender pelas redes sociais e pelo WhatsApp como uma forma de manter o espaço e não desanimar. Para ela, este é o momento mais delicado da cultura do estado, que está diretamente ligada à economia criativa. Por isso, investir no setor é também movimentar a cultura. “A economia criativa está ligada na cultura. Investir na economia criativa é fomentar a cultura do Estado”, conclui.

Edital do Governo aposta na inovação

Para estimular a economia criativa capixaba e trazer soluções inovadoras para o setor, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), divulgou o edital de Chamamento Público do Programa Pitch Gov.ES. Voltado para Startups e pessoas, ele foi desenvolvido com o intuito de receber e custear soluções para desafios em várias áreas da gestão pública, incluindo a economia criativa. As inscrições estão abertas até o dia 28 de agosto.

De acordo com a pasta, o objetivo do projeto é receber soluções para o modelo digital de Marketplace – uma espécie de shopping virtual. Com isso, tanto lojas quanto pequenos negócios poderão anunciar produtos e serviços, trazendo benefícios para toda a rede de empreendedores e produtores no segmento da economia criativa.

O secretário de cultura, Fabrício Noronha, ressalta a importância do setor da economia criativa para o estado, e informa que a Secult promove ações, como o ES+Criativo, buscando fomentar essa cadeia. Ele pontua ainda que o setor tem grandes chances de crescer e gerar ainda mais empregos, auxiliando na recuperação econômica do Espírito Santo após o período de pandemia.

O incentivo é visto como importante por Nayara, que ressalta a confiança que a ação passa. “Esse tipo de incentivo deixa a gente mais confiante. Porque trabalhar com moda é complicado, as pessoas querem usar roupas para sair, e elas não estão saindo”, aponta.

Startup quer auxiliar os profissionais do lazer cotidiano

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Os empresários Flávio Trevezani e Cledson Wagner Souto da Porankatu

Para os empresários Flávio Trevezani e Cledson Wagner Souto, que já se inscreveram no edital com a startup Porankatu, o incentivo é uma forma de propor novidades para o setor.  “A nossa proposta tem como finalidade criar um shopping virtual com opções pagas e gratuitas. Uma plataforma de inserção para facilitar a busca de opções de lazer, músicas, gastronomia, etc.”, relata Flávio.

O empresário complementa ainda que a plataforma reúne serviços da economia criativa e é voltada para esses profissionais do lazer cotidiano, permitindo que eles tenham uma ferramenta onde eles sejam oferta. A proposta, no entanto, surgiu do gosto por viajar, mas da dificuldade em encontrar locais bons e que caibam no bolso. Como o lazer local é de fácil acesso e já faz parte da realidade da população, decidiram investir no setor, que está carente de novidades.

Eles concluem exaltando o poder da economia criativa de promover o contato entre o humano e a cultura, e revelam que ela não deve ser substituída tão facilmente por qualquer iniciativa tecnológica.

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