Folha Vitória Estudo indica que 2,4 mil vidas foram salvas com vacinação contra a covid-19 no ES

Estudo indica que 2,4 mil vidas foram salvas com vacinação contra a covid-19 no ES

A análise avaliou as variações nas porcentagens de óbitos semanais por faixa etária ao longo da pandemia e estimou o possível número de vidas salvas devido à utilização das vacinas contra o novo coronavírus

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Foto: Agência Brasil/ Tânia Rêgo
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Um estudo aponta que 2,4 mil vidas foram salvas pela vacina contra a covid-19 no Espírito Santo.  As informações são do Núcleo Interinstitucional de Estudos Epidemiológicos (NIEE), coordenado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) do governo estadual. 

A análise divulgada esse mês mostra as primeiras observações sobre os efeitos da vacinação na população acima de 80 anos no estado e também traz os resultados observados em todas as faixas etárias até o dia 10/07/21.

Resultados

A pesquisa apresentou a estimativa de vidas preservadas pela vacinação contra a Covid-19 no Espírito Santo entre os dias 28 de fevereiro de 2021, data de início das aplicações no estado, até o dia 10 de julho deste ano, em conjunto com os óbitos acumulados desde 26 de abril de 2020.

 O documento revela que até essa data, 2.469 vidas foram salvas. Caso seja considerado um intervalo de confiança de 95%, o número de vidas salvas pode variar entre 1.265 e 4.946.

“Mesmo que essas reduções não sejam totalmente atribuídas ao processo de vacinação, pode-se observar que são devido a fatores que não ocorreram no ano de 2020. Além disso, é difícil levantar hipóteses que justifiquem a ordem com que ocorreram as reduções, senão graças à vacinação”, argumentou o pesquisador Hélio Gomes Filho.

Os dados utilizados foram retirados do Painel Covid-19 do Espírito Santo, extraídos no dia 28 de julho deste ano. Foram considerados todos os registros de casos confirmados no estado a partir da primeira semana epidemiológica em que foram registrados mais de 100 óbitos (26/04/20), até o dia 10 de julho passado. As duas últimas semanas foram desconsideradas, uma vez que os dados ainda não estavam consolidados.

“Há uma relação entre as datas de início da vacinação da faixa etária e a redução da sua representatividade dentre os óbitos. Dessa forma, podemos estimar qual poderia ser o número de óbitos caso não houvesse a vacinação, supondo que essas proporções continuassem constantes”, explicou Pablo Lira, coordenador do NIEE.

Ainda segundo Pablo, o objetivo da pesquisa foi avaliar as variações nas porcentagens de óbitos semanais por faixa etária ao longo da pandemia e estimar o possível número de vidas salvas devido à utilização das vacinas contra o novo Coronavírus (covid-19). Participaram também da elaboração o pesquisador do IJSN, Hélio Gomes Filho, e o professor da UFES, Etereldes Gonçalves Júnior.

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