Folha Vitória Família acredita que mulher morta a caminho do presídio tenha sofrido violência sexual

Família acredita que mulher morta a caminho do presídio tenha sofrido violência sexual

Filha afirma que a área em que a mãe foi encontrada morta devia ser monitorada pela Secretaria de Justiça

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Foto: TV Vitória
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A dona de casa desaparecida enquanto seguia para visitar o filho no presídio foi encontrada morta no último sábado (22). A família ainda não sabe o que aconteceu, mas acredita que ela tenha sido seguida e estuprada. Agora, fica a lembrança, a dor da saudade e o pedido por justiça.

A universitária Thais Damasceno, de apenas 20, anos lida com algumas dores de perder a mãe de uma forma que nunca imaginou. Júnia Damasceno, de 52 anos, ficou nove dias desaparecida, até que foi encontrada morta em um matagal próximo ao presídio de Xuri, em Vila Velha. "A minha mãe nunca dormiu uma noite fora de casa. Então a certeza que a gente tinha era que algo ruim tinha acontecido", disse.

Júnia saiu de casa no último dia 13 para visitar o filho que há sete anos está preso. Ela fez o mesmo trajeto de sempre, mas não conseguiu chegar ao presídio. Segundo informações da família, há a confirmação de que ela embarcou no ônibus.

Imagens de um estabelecimento próximo ao ponto de ônibus que Júnia embarcou, ainda em Vitória, mostram o horário e dão a certeza que ela entra no veículo. Depois, a família conseguiu assistir a outra gravação que mostra ela chegando em Xuri. A filha acredita que a mãe tenha sido assassinada após sofrer violência sexual. "Ela foi encontrada sem calça. Única coisa que tem de diferente é que um lado da cabeça da minha mãe estava totalmente sem cabelo, sem nada", afirma.

Foto: TV Vitória
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Neste domingo (23), a família seguiu ao presídio e fez o mesmo trajeto que Júnia. Para a surpresa de Thais, no meio do mato, bem próximo ao local que o corpo foi encontrado, eles acharam a bolsa de Júnia com todos os pertences, inclusive o celular e a calça que ela usava, coberta de sangue.

"Passando pelo caminho eu tive a curiosidade de olhar o local e quando fui ver, achei os pertences. Achei calça cheia de sangue e a bolsa com todos os pertences. Não tinha nada faltando", conta.

Júnia tinha dois filhos de sangue e vários do coração. A família a descreve como super mãe e protetora. Em sete anos de detenção do filho, jamais havia faltado uma visita. "Não perdi minha mãe sozinha. Todos os meus primos perderam a mãe deles também, pois minha mãe sempre tentou cuidar de todos", lamenta.

Thaís alega que a área em que a mãe foi encontrada morta devia ser monitorada pela Secretaria de Justiça e que desde o desaparecimento até a morte, não recebeu apoio por parte do órgão. A luta da jovem universitária é para que outras famílias nao vivam o mesmo luto, para que a morte de Júnia não seja em vão.

*Com informações da repórter Nathália Munhão, da TV Vitória/Record TV

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