Folha Vitória Insegurança: em média, quatro motoristas de aplicativos são assaltados por dia no ES

Insegurança: em média, quatro motoristas de aplicativos são assaltados por dia no ES

Na maioria dos casos, criminosos se passam por passageiros e anunciam o crime durante a corrida

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Foto: Reprodução
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O número de motoristas de aplicativos vítimas de criminosos na Grande Vitória tem aumentado a cada dia. Segundo dados da Associação dos Motoristas de Aplicativos do Espírito Santo (Amapes), quatro pessoas são assaltadas por dia na região metropolitana do estado.  

Rogério Bezerra dos Santos é uma das vítimas. O motorista sai de para trabalhar todos os dias, sem a certeza de que conseguirá voltar para casa em segurança. O rapaz conta que já foi vítima da insegurança por quatro vezes em apenas oito meses. O prejuízo já passa de R$ 12 mil reais. 

"Eu saio de casa para trabalhar, lutar pelo sustento da minha família, mas muitas vezes, eu e outros colegas de profissão saímos sem saber se vamos voltar. A gente não sabe quem está transportando", disse. 

Além da perda financeira, após os assaltos as vítimas também precisam lidar com o trauma. "Depois que fui assaltado, quando estava levando um passageiro e a pessoa colocava a mão no bolso, eu já ficava assustado. Eu fico imaginando o o que vai acontecer", relatou. 

Rogério não está sozinho. No Espírito Santo, cerca de 18 mil pessoas trabalham como motoristas de aplicativo e estão sujeitos a serem assaltados enquanto trabalham. Um levantamento, realizado pela associação que luta pelos direitos da categoria, revelou que, em média, quatro motoristas são assaltados por dia.  

O João Lucas Toninho Martins já entrou para a estatística. Ele já foi alvo de dois assaltos. Na última vez, ele teve dificuldades para voltar ao trabalho. "A última foi em setembro. Eles me colocaram no porta-malas e me ameaçaram de morte. Eu fiquei uns quatro dias sem trabalhar. Foi muito difícil! Mas se eu ficar em casa, fico sem o sustento da minha família", frisou. 

No fim do ano passado, a Polícia Militar recuperou um veículo na Rodovia José Sette, no bairro Planeta, em Cariacica. O carro havia sido roubado em Central Carapina, na Serra. Criminosos armados renderam um motorista quando ele ia atender uma corrida. 

Na véspera de Natal, outros dois motoristas também foram assaltados, um na Serra e outro em Vila Velha. Em ambos os casos, as vítimas foram ameaçadas com um revólver. 

No final de novembro, um motorista de aplicativo foi esfaqueado durante uma tentativa de assalto, no bairro Ulisses Guimarães, em Vila Velha. Três suspeitos fingiram ser passageiros, cometeram o crime e fugiram. 

De acordo com os vítimas, a forma que os criminosos agem costuma ser semelhante. Eles fingem ser passageiros e, durante a corrida, anunciam o assalto. Em alguns casos, os criminosos costumam ser violentos. 

O presidente da Amapes, Luiz Fernando Muller afirma que falta suporte das empresas para desenvolver estratégias que possam combater este tipo de crime. 

"Durante as festividades observamos que o número de casos praticamente dobrou. Pedimos o apoio das plataformas, para que elas melhorem a forma como os cadastros são realizadas, já que a maioria dos crimes são cometidos por pessoas com perfis falsos", explicou.  

*Com informações da repórter Bianca Vailant, da TV Vitória/Record TV. 

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