Folha Vitória Justiça nega pedido de prisão para motorista envolvido em acidente que matou universitária

Justiça nega pedido de prisão para motorista envolvido em acidente que matou universitária

Caso aconteceu em março do ano passado. Wilker Wailant é acusado pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio duplamente qualificado

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Foto: Reprodução TV Vitória
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A 4ª Vara Criminal de Vila Velha negou o pedido de prisão preventiva contra Wilker Wailant. Ele conduzia o veículo envolvido no acidente que causou a morte da estudante de fisioterapia Ramona Bergamini Toledo, 19 anos, no dia 4 de março do ano passado, na avenida Carlos Lindenberg, em Vila Velha. 

A denúncia foi apresentada à Justiça pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que também pediu que Wilker Wailant fosse preso preventivamente, além de ser julgado em júri popular. 

Ele foi denunciado pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio duplamente qualificado — com emprego de meio que gerou perigo comum e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas — e por condução de veículo com capacidade psicomotora alterada, em razão da influência de álcool.

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O pedido do MPES fundamenta-se também na facilidade de acesso a um veículo (mesmo se isso for proibido ou houver suspensão da CNH) por alguém cuja conduta, descrita na denúncia, revelou grave desrespeito às regras de trânsito.

Na época do acidente, Wilker foi preso em flagrante. No entanto, durante audiência de custódia, o flagrante foi convertido em prisão preventiva, que depois foi revogada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Entenda o caso

A colisão ocorreu na noite do dia 4 de março de 2020, na avenida Carlos Lindenberg, na altura do bairro Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha. De acordo com a danúncia, o motorista dirigia o veículo sob influência de álcool e em velocidade acima da permitida na via, assumindo o risco de matar. 

Após perder o controle da direção, ele passou por cima do canteiro central da via e invadiu a pista contrária, batendo em outros veículos e em um poste.

O denunciado se recusou a soprar o bafômetro, mas, segundo denúncia do MPES, apresentava hálito etílico e sinais visíveis de embriaguez, conforme depoimentos de médicos, enfermeiros e socorristas. 

Ainda de acordo com o Ministério Público, as vítimas tiveram a defesa dificultada, pois se encontravam com os veículos parados em um semáforo, sem esperar que pudessem ser atingidas de forma súbita.

Para o MPES, o motorista, ao intencionalmente conduzir um veículo em alta velocidade e estando sob influência de álcool, utilizou-se de meio que sabia que poderia gerar perigo comum, expondo a risco um número indeterminado de pessoas, incluindo motoristas e pedestres que transitavam ou estavam próximos à via, além dos passageiros do ônibus também atingido na colisão.

Jovem estudava fisioterapia e trabalha com entregas

Ramona Bergamini Toledo era natural da cidade de Pancas, no noroeste do Estado, e filha única. Segundo a mãe, a jovem estava a 200 metros de casa no momento do acidente.

Ela cursava fisioterapia e se preparava para participar da cerimônia para entrega dos jalecos, representando o compromisso com "a formação profissional ética e responsável, estabelecido no ingresso à instituição de ensino superior e finalizado com o título de bacharel".

Além dos estudos, a jovem trabalhava realizando entregas por aplicativo.

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