Folha Vitória MPES denuncia político que teria feito 'terror psicológico' em família de criança estuprada

MPES denuncia político que teria feito 'terror psicológico' em família de criança estuprada

Ação pede que Pedro Teodoro dos Santos seja condenado a pagar R$ 300 mil por danos morais, após invadir a casa da família da vítima, em São Mateus

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Foto: Lissa de Paula
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O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) ingressou com uma Ação Civil Pública (ACP) contra um político de São Mateus que teria invadido a casa da família da menina de 10 anos, que engravidou após sofrer abusos sexuais, e feito “terror psicológico” sobre a responsável pela criança. Segundo o MPES, a atitude de Pedro Teodoro dos Santos, filiado ao PSL, foi uma tentativa de fazer com que ela mudasse a decisão quanto à interrupção da gestação da vítima. 

A ação foi protocolada pela Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de São Mateus. De acordo com o MPES, Pedro Teodoro teve acesso, de forma ilegal, a detalhes do caso envolvendo a criança, que corre em segredo de justiça no município do norte capixaba. A ACP pede que o político seja condenado ao pagamento de R$ 300 mil, como compensação pelo dano moral coletivo.

Ainda segundo o Ministério Público, Pedro Teodoro foi um dos participantes de uma manifestação ocorrida no último sábado (15), em frente à casa da família da vítima. De acordo com o MPES, na ocasião ele invadiu a residência sem permissão e promoveu o que se pode chamar de “terror psicológico” sobre a responsável pela vítima, no intuito de fazer com que ela desistisse de interromper a gravidez da menina.

No dia seguinte, o político, ao saber que o procedimento médico seria realizado em outro estado — no caso, em Pernambuco, onde o aborto foi realizado com autorização da Justiça —, teria divulgado o nome da vítima nas redes sociais, seguido dos dizeres: “Todos a favor da vida me ajudem a levantar a # acima! Não se paga um mal, cometendo outro maior ainda!”.

O Ministério Público Estadual afirma que a conduta adotada por Pedro Teodoro faz parte de uma estratégia midiática de viés político-sensacionalista, iniciada pela radical Sara Giromini. Segundo o MPES, o político, em depoimento à polícia, admitiu que seguiu os ditames da extremista.

A reportagem tentou contato com Pedro Teodoro, mas não conseguiu.

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