Folha Vitória Mulher baleada durante homicídio de ex-presidiário no Centro de Vitória está com munição alojada na perna

Mulher baleada durante homicídio de ex-presidiário no Centro de Vitória está com munição alojada na perna

O caso aconteceu na manhã da última quarta-feira (09) em frente ao Escritório Social, no Centro de Vitória

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Foto: Reprodução / TV Vitória
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Uma das mulheres atingidas por uma bala perdida durante o homicídio de um ex-detento, no Centro de Vitória, está se recuperando em casa. A vítima está com a bala alojada na perna 

Ao lembrar do momento, o sentimento de Ana Cunha, de 66 anos, é de tristeza. A bala entrou pela parte de trás da perna e ficou alojada na coxa. Os médicos preferiram não retirar.

"Eu estava na fila com meu marido e encostada na parede. Quando eu ouvi os tiros, achei que fossem aqueles barulhos de moto. Depois mandaram deitar porque era tiro. Comecei sentir aquela queimação e vi que fui baleada".

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O caso aconteceu na manhã da última quarta-feira (09) em frente ao Escritório Social, no Centro de Vitória. Ela estava com o marido na fila do local quando dois homens passaram em uma moto. Um deles desceu do veículo e começou a atirar. 

No momento dos disparos, mais de 80 pessoas estavam na fila e mesmo após a vítima ter caído no chão, o criminoso continuou atirando. Em seguida, ele subiu na moto e fugiu.

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A aposentada Elizabeth Pereira estava na fila acompanhando o irmão e acabou sendo atingida no ombro.

"Eu só escutei o barulho de tiro e senti minhas costas queimando".

Após o crime, o atendimento no Escritório Social foi suspenso e só foi retomado nesta quinta-feira (10) e, novamente, uma enorme fila foi formada no local para detentos em regime aberto ou semiaberto se apresentarem aos assistentes sociais.

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Acompanhar o marido era uma tarefa que Ana fazia com prazer, mas depois de ter sido baleada, ela afirma que não pretende mais ir até o local. Emocionada, Ana lamenta pelo companheiro que precisa se apresentar a cada dois meses.

"Minha irmã ligou me pedindo pelo amor de Deus para que eu não fosse mais. Eu disse para ela que Deus sabe o que faz e ele me deu um livramento por ter atingido na perna e não em um lugar pior, porque se fosse em outro lugar eu já estava morta".

A Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento e que até o momento nenhum suspeito de cometer o crime foi detido.

* Com informações da repórter Fernanda Batista, da TV Vitória/RecordTV

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