Folha Vitória O mercado de beleza se reinventa nos novos tempos que se aproximam

O mercado de beleza se reinventa nos novos tempos que se aproximam

A tecnologia no período pós-pandemia se tornou uma realidade ainda mais presente nas mais variadas áreas de atuação. O mercado de beleza, consequentemente, se vê obrigado a se adaptar a essa nova realidade.

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Foto: Divulgação/DINO
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De acordo com estudo realizado por Schiavi et al. (2020), o mundo está passando por uma fase de mudanças, na qual as tecnologias são responsáveis por grandes transformações na sociedade e no ambiente de negócios. Capaz de aumentar propostas de valor, criar diferenciais competitivos e modificar as rotinas de operações em empresas de todas as áreas, a tecnologia naturalmente vem despertando o interesse do setor de beleza. Profissionais dessa área estão diante da necessidade de encontrar novos caminhos e novas formas de realizar as mesmas atividades presente há mais de cem anos nos salões, mas que no momento pós-pandemia não devem voltar a existir como antes.

De acordo com Salomé et al. (2021), “as empresas de micro e pequeno porte, que ainda utilizam apenas o modelo tradicional de comercialização, estão expostas ao grande risco de não conseguirem sobreviver à atual crise, o que impõe a elas uma demanda prioritária de adaptação”. A partir desse entendimento, já é possível encontrar atendimentos e consultorias de beleza sendo realizadas online.

O professor, Mestre e doutorando em Visagismo, Robson Trindade, explica que “em decorrência do isolamento social, muitos profissionais abandonaram os seus postos de serviços dentro dos salões e partiram para atendimentos em domicílio. Esse cenário exige maior rapidez na execução, em virtude do tempo de deslocamento do profissional e da menor disponibilidade do usuário, que pode estar em local de trabalho home office. Assim, as ações online surgem com o intuito de minimizar o tempo de execução in loco”. Trindade comenta, ainda, que é possível enviar um terceiro profissional para a solução do que foi diagnosticado no atendimento virtual.

De acordo com os estudos realizados por Lima (2021) esse momento de implementação quase obrigatória de tecnologia nas mais variadas áreas, constitui um cenário favorável à multiplicidade de profissionais para o atendimento. No mercado de beleza, torna-se possível encontrar desde o especialista mais completo, até aquele que ainda se encontra na posição de auxiliar e está cursando a faculdade. A vantagem dessa oferta de mão de obra mais ampla e diversificada é que se pode dar maiores oportunidades para os que estão em início de carreira, ao invés de se receber um graduado para resolver um caso simples. Robson Trindade comenta que um visagista, por exemplo, pode ter em seu grupo outros 4 cabeleireiros atuando em diferentes partes da cidade, exercendo seu papel como um maestro de uma grande operação, com ampla cobertura espacial.

Perante esse novo cenário e buscando estar em sintonia com a vanguarda tecnológica, o mercado de beleza vai se reestruturando de maneira sistematizada, a exemplo dessa atuação do maestro visagista, que trabalha de forma digital e virtual orquestrando as demais atividades subnichadas: cabeleireiro, barbeiro, colorista, maquiador, micropigmentadora, designer de sobrancelha, depiladora, esteticista, manicure, pedicure, podólogo e tatuadores.

Referências:

LIMA, Andrezza Dantas de. Análise da capacidade de inovação em um salão de beleza perante aplicações de tecnologias digitais. 2021.

SALOMÉ, F. F. . S. .; SOUSA , R. M. do N. .; SOUSA , R. E. A. de; SILVA, V. G. M. The impact of the COVID-19 pandemic on the financial management of micro and small companies in the retail sector in Cláudio-MG. Research, Society and Development, [S. l.], v. 10, n. 6, p. e36910615303, 2021. DOI: 10.33448/rsd-v10i6.15303. Disponível em: https://www.rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/15303.

SCHIAVI, Giovana Sordi et al. No caminho da inovação: análise das capacidades de inovação de empresas contábeis diante das tecnologias digitais. Revista Brasileira de Gestão de Negócios, v. 22, n. 2, p. 381-405, 2020. Disponível em: < https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S180648922020000200381&lang=p t >. Acesso em: 12 de out. 2020.

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