Folha Vitória Operação investiga empresa suspeita de pirâmide financeira em Cachoeiro de Itapemirim

Operação investiga empresa suspeita de pirâmide financeira em Cachoeiro de Itapemirim

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas residências dos envolvidos e na empresa. Duas pessoas foram presas por porte de armas

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Foto: Divulgação MPES
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Uma empresa localizada em Cachoeiro de Itapemirim, região sul do Estado, foi alvo de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), na manhã desta quarta-feira (09). 

De acordo com a Polícia Civil, o objetivo foi desarticular uma organização criminosa suspeita de praticar crimes de estelionato, pirâmide financeira e lavagem de dinheiro. Duas pessoas foram presas e vários materiais apreendidos.

Durante a Operação "Lobo de Wall Street", em alusão ao filme de mesmo nome, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, deferidos pela 4ª Vara Criminal da Justiça Estadual de Cachoeiro de Itapemirim, nas residências dos investigados e na empresa alvo da ação. 

No local, foram apreendidos computadores, notebooks, celulares e documentos. Os equipamentos apreendidos serão enviados ao Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), do MPES, para extração de informações, e os documentos serão encaminhados para a Delegacia Especializada de Investigação Criminal (Deic) para análise.

Foto: MPES
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Com os detidos, foram encontradas diversas armas e munições

Além desse material, uma quantia de R$ 103 mil em espécie foi encontrada na empresa. Dois indivíduos foram detidos em flagrante, por porte ilegal de arma de fogo, e levados para a 7ª Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim. 

Eles foram liberados para responderem em liberdade, após o pagamento da fiança arbitrada pela autoridade policial.

Com eles, foram encontrados uma pistola calibre 9mm, um revólver calibre 357 e dois revólveres calibre 38, uma espingarda calibre 12 e outra calibre 38, além de 135 munições calibre 9mm, 17 munições calibre 38, 99 munições calibre 357 e 31 munições calibre 12.

Durante a operação, também foram apreendidos diversos veículos, sendo uma BMW X1, um Honda Civic, duas Toyotas Hilux, uma S10, um Golf GTI, um Tracker, um Fiat Toro, duas motos DUCATI Monster 1200cc, uma Kawasaki Z1000, um quadriciclo e duas motos elétricas.

Pirâmide financeira

Segundo o MPES, a Operação Lobo de Wall Street foi deflagrada após cooperação e prévia investigação da Polícia Civil e do Ministério Público. A empresa alvo da operação é investigada pela prática da chamada "pirâmide financeira", que proporciona aos envolvidos o enriquecimento de forma rápida, porém ilegal. 

De acordo com as apurações iniciais, a prática consistia na realização de investimentos financeiros a curto prazo, com ganhos muito acima do percentual praticado pelo mercado nacional. 

Segundo as investigações, essa oferta de ganhos expressivos a curtíssimo prazo era a forma de a suposta organização criminosa atrair potenciais novos investidores, que retroalimentavam os ganhos de quem deu origem ao esquema. A situação, porém, não se sustenta, podendo se tratar de prática de pirâmide financeira, de acordo com o Ministério Público.

A operação foi conduzida pelo MPES, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Sul), e pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio do Deic de Cachoeiro de Itapemirim. 

Ela também contou com o apoio do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do Ministério Público Estadual e da 7ª Delegacia Regional. 

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