Folha Vitória Quase três anos depois, PM que matou estudante de medicina em Vila Velha vai a júri popular

Quase três anos depois, PM que matou estudante de medicina em Vila Velha vai a júri popular

O crime aconteceu no natal de 2017, na pracinha de Araçás. Julgamento está previsto para acontecer na próxima quinta-feira

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Foto: TV Vitória
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Quase três anos depois, o soldado da Polícia Militar Igor Moreira da Silva, suspeito de assassinar a tiros o estudante de medicina Jean Pierre Otero Lazzarini, de 27 anos, no natal de 2017, em Vila Velha, vai a júri popular. O julgamento está previsto para acontecer na próxima quinta-feira (17).

A decisão de que o militar deveria ser levado a júri popular aconteceu há mais de um ano, em setembro do ano passado. Igor responde por homicídio duplamente qualificado, por impossibilitar a defesa da vítima, uma vez que ela estava distraída no momento dos disparos, e por "perigo comum", já que os tiros foram efetuados em via pública, colocando em risco um número indeterminado de pessoas.

O crime aconteceu na manhã do dia 25 de dezembro daquele ano, na pracinha do bairro Araçás, em Vila Velha. Jean Pierre estava em uma festa chamada "Natal Sem Família", que era realizada no local todos os anos, depois da ceia de natal.

Testemunhas contaram que durante a festa, houve uma discussão entre o estudante o policial militar. O jovem foi baleado com três tiros nas costas e morreu no local.

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O soldado Igor foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio qualificado e fraude processual. O inquérito da PCES aponta que há relatos de testemunhas indicando que o fato aconteceu por banalidade, discussão ou briga por causa de mulher. O militar havia alegado legítima defesa, o que, segundo a Polícia Civil, não foi comprovado depois que as testemunhas foram ouvidas.

Por meio de nota, a Polícia Militar esclareceu que uma possível condenação judicial de Igor não geraria sua exclusão automática da corporação. A PM explica que, na justiça criminal, é julgada apenas a culpa do militar. Para que ele seja desligado da corporação, o caso é julgado na Corregedoria da Polícia Militar. Até lá, Igor continuará detido no presídio militar.

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