Folha Vitória Substância que matou casal na Serra é a mesma que provocou mortes por cerveja contaminada

Substância que matou casal na Serra é a mesma que provocou mortes por cerveja contaminada

Segundo a `Polícia Civil, no frasco recolhido na residência do casal foi encontrado dietileno glicol; substância que contaminou cervejas produzidas em uma fábrica de Minas Gerais em 2020

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Foto: Reprodução TV Vitória
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Foram seis meses de investigações até a conclusão do inquérito sobre a morte do casal, que foi intoxicado após ingerir um produto comprado pela internet como se fosse óleo de abóbora. 

Segundo a Polícia Civil, no frasco recolhido na casa da dona de casa Rosineide Dorneles Mendes, de 52 anos, e do cozinheiro Willis Pena de Oliveira, de 51 anos, havia a mesma substância que contaminou cervejas produzidas em uma fábrica de Minas Gerais, em 2019. Na época, um engenheiro capixaba foi internado em um hospital ap´´os consumir a cerveja Belorizontina, da cervejaria Backer. Ele ficou em estado de saúde grave e até hoje luta para superar as sequelas deixadas pela intoxicação com o produto.

A Polícia Civil mineira colaborou com a investigação capixaba fornecendo material para comparação. O médico legista Leandro Amorim, que atuou nas investigações do caso no Espírito Santo, disse que o dietileno glicol é usado na diluição de tintas. Segundo ele, a substância provocou intoxicação do casal que morava no bairro Feu Rosa, na Serra. Rosineide morreu no dia 15 de fevereiro e Willis um mês depois. 

De acordo com a delegada Denise Maria Carvalho, as investigações começaram em janeiro deste ano, quando o filho do casal foi à delegacia e relatou que os pais começaram a passar mal, após ingerirem o produto comprado pela internet que prometia benefícios à saúde.

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Produção 'caseira'

O falso óleo de semente de abóbora foi produzido em uma casa, na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Um homem de 34 anos, responsável pela produção, foi preso em flagrante. Segundo o titular do Distrito Policial de Novo Horizonte, na Serra, Rodrigo Rosa, o suspeito permanece preso de forma preventiva por estelionato, falsificação de produtos terapêuticos e crime contra a ordem econômica. Ele será indiciado também por duplo homicídio culposo.

A polícia disse que o homem não era capacitado para esse tipo de trabalho. Como o detido declarou que produzia outros produtos, a PC acredita que houve uma confusão na etiquetagem do frasco. 

*Com informações da repórter Fernanda Batista, TV Vitória/Record TV

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