Folha Vitória Unidades de saúde passam por modernização e atendimento é ampliado em Vila Velha

Unidades de saúde passam por modernização e atendimento é ampliado em Vila Velha

Além do investimento em modernização, a administração municipal também realizou adequações físicas em postos de saúde e pronto-atendimentos

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Durante a crise sanitária da covid-19 em todo o país, o registro das informações está sendo fundamental para acessar em detalhes os dados das unidades de saúde pública e privadas sobre a quantidade de pessoas atendidas com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A integração desses dados amplia o monitoramento do novo coronavírus, também abrindo possibilidades para que medidas públicas sejam pensadas exclusivamente para o contexto local.

A digitalização dos processos na atenção básica, nas clínicas e nos hospitais permite que esses dados sejam enviados rapidamente e reduzam as chances de subnotificação de casos da doença. Ampliar a informatização continua sendo uma prioridade na saúde brasileira para que a tecnologia seja cada vez mais parceira no combate a novos tipos de vírus no futuro.

No município de Vila Velha, a pandemia do novo coronavírus acelerou a modernização e a reestruturação das unidades de saúde. O prontuário eletrônico tornou-se uma realidade durante a pandemia e, hoje, seis unidades de saúde já contam com a digitalização de processos. Considerado uma das prioridades da administração municipal, a expectativa é de que todas as unidades de saúde estejam com o sistema implantado até dezembro deste ano. 

"Além do aparato físico, estamos investindo também em novas tecnologias. A implantação do prontuário eletrônico na rede municipal de atenção primária à saúde é um caminho sem volta. Isso vai gerar melhor eficiência, maior produtividade para que a gente consiga elevar ainda mais a quantidade de procedimentos que o município oferece a toda a comunidade", explica o prefeito de Vila Velha, Max Filho.

Foram adquiridos 400 novos computadores e equipamentos multimídia, que serão empregados na implantação do prontuário eletrônico e na estruturação do sistema de informação da rede municipal de saúde do município. 

"Vila Velha decidiu priorizar a saúde pública. Ano passado, dos grandes municípios da Grande Vitória, foi a cidade que destinou o maior percentual da receita para a saúde. Investimentos 21,9% do total do orçamento. Nesse ano, com a pandemia, ficou ainda mais necessário o investimento em saúde. Mesmo com a pandemia, nós entregamos novas unidades, como as dos bairros Divino Espírito Santo, São Torquato e Ataíde. Entregamos também a unidade de Vila Batista, vamos entregar até o final do ano a UPA de Riviera da Barra, que vai ser muito importante para a proteção social da Região 5", afirma o prefeito. 

Confira mais informações na entrevista com o prefeito Max Filho:

Na avaliação do secretário de saúde de Vila Velha, Jarbas Ribeiro de Assis Júnior, a digitalização assegurou o aumento no número de procedimentos administrativos e um maior controle sobre eles. "Hoje não temos mais o risco de perder documentos. Sabemos em tempo real onde está cada documento, cada arquivo e podemos ter uma cobrança mais efetiva sobre o andamento do trabalho. Conseguimos acompanhar em tempo real todos os atendimentos aos cidadãos. Entre os procedimentos realizados estão consultas, exames, vacinas, internações hospitalares, distribuição de medicamentos, pacientes transportados para os hospitais e centros de referência", conclui.

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Além do investimento em modernização, a administração municipal também realizou adequações físicas em postos de saúde e pronto-atendimentos. A Unidade de Saúde de Vila Batista foi inaugurada em junho deste ano, durante a pandemia do novo coronavírus. A nova estrutura conta com sete consultórios médicos, quatro consultórios odontológicos e sala de vacinas, além de quadro de profissionais de saúde composto por médicos, enfermeiros, psicológicos, assistente social. 

Outra mudança imposta pela pandemia do novo coronavírus e que vai permanecer no município é a ampliação do horário de atendimento das unidades de saúde. "Durante a crise sanitária, nós ampliamos muito o atendimento à noite. Algumas unidades funcionam até às 10 horas da noite, outras até às 9 horas da noite. Isso é uma alternativa para que aquelas pessoas que por motivo de trabalho ou estudo consiga ter o atendimento garantido", explicou o secretário municipal de saúde. 

Reestruturação nas unidades de ensino

A pandemia da covid-19 forçou instituições educacionais em todo o mundo a utilizar, repentinamente, ferramentas tecnológicas. Educadores de todas as áreas estão experimentando novas possibilidades de ensinar ― e isso é um grande avanço para um dos setores mais resistentes a mudanças e a adoção de novas tecnologias.

No início da pandemia, a prefeitura de Vila Velha disponibilizou um site com conteúdos didáticos aos mais de 53 mil estudantes matriculados na rede municipal de ensino. Também estão sendo ministradas atividades didáticas online, com definições individuais de cada unidade de ensino. Os alunos que não possuem acesso à internet recebem o material gráfico impresso. Além dos investimentos em aulas virtuais, com a crise econômica ocasionada pela pandemia, a prefeitura de Vila Velha trabalha para reestruturar e ampliar a oferta de vagas na rede municipal de ensino. 

"Estamos com um processo bastante avançado de expansão de vagas na rede municipal de ensino. São em torno de 15 novas unidades educacionais em construção, já temos duas entregues e esperamos criar em torno de 5 mil novas vagas ao final desse processo. Certamente teremos um aumento da procura na rede municipal. Nesse período de pandemia, já tivemos muitas solicitações de cadastro, pedidos de transferências de escolas privadas para a rede pública", afirma o secretario de Educação do município, Roberto Behling. 

Na avaliação do secretário de Educação do município, todo o aprendizado que a pandemia do novo coronavírus tem ocasionado nas cidades, como o ensino à distância, deverá permanecer como legado na rotina dos estudantes. 

"A pandemia traz uma realidade nova para a educação. O legado da área educacional pós-pandemia certamente será com o ensino híbrido, tecnologia digital veio pra ficar. Nós temos que nos reestruturar, nos reorganizarmos nos preparar para esse novo normal. A combinação entre o ensino presencial, tradicional, mas com as novas ferramentas digitais", avalia o secretário. 

O prefeito Max Filho concorda com a avaliação. "O estudo remoto vai continuar mesmo após a pandemia. Acredito que este ano a educação infantil não volte para a sala de aula, mas estamos preparados e aguardando a autorização do governo do Estado para a volta das aulas presenciais, de forma alternada", disse.

Nesta semana, a Prefeitura de Vila Velha selou uma parceria com o Google, e os alunos da rede municipal de ensino vão contar com o auxílio da plataforma G Suite for Education para realizarem atividades através da modalidade de ensino remoto. A previsão é que as aulas neste formato tenham início a partir do final deste mês.

De acordo com a coordenadora do Núcleo de Tecnologia Educacional da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Gisselli Demonier Possatto, cada aluno possuirá um e-mail do Google para que tenha acesso à sua unidade de ensino virtual. Dentro da unidade, encontrará sua sala de aula, com todas as disciplinas da grade.

“Nessas salas de aula, os professores publicarão atividades, poderão marcar videoconferências e também encaminhar videoaulas, de forma simples e didática. É uma plataforma que, neste momento de pandemia, nos permite uma aproximação maior com nossos alunos”, afirma Gisseli.

Cidades - O novo normal

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O novo coronavírus alterou — e continua alterando — as relações pessoais e profissionais durante meses. Agora, a sociedade começa a se preparar para o período pós-pandemia: o 'novo normal'. Trabalhos estão sendo desenvolvidos pelo poder público e por iniciativas privadas para que as pessoas possam se adaptar a uma nova forma de viver.

A série de reportagens "Cidades - O Novo Normal" traz uma abordagem sobre o novo normal na Saúde, Tecnologia, Mobilidade e nos espaços públicos, além de falar sobre as novas relações de consumo e convivência.

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