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Vacinas diferentes na 2ª dose. Entenda por que alguns países adotam esta estratégia

Residentes de países como Itália, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Coreia do Sul, entre outros, estão recebendo vacinas contra covid-19 de diferentes fabricantes na segunda dose.

Folha Vitória|Do R7

Folha Vitória
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Uma estratégia baseada em poucos estudos robustos, mas apontada como uma forma de evitar que as pessoas não tomem a segunda dose por falta do imunizante em determinado local de vacinação. A vacinação com diferentes imunizantes já é uma realidade em países como Itália, Reino Unido, Canadá, Alemanha e Coreia do Sul. 

Um dos pioneiros na iniciativa foi o Reino Unido. A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde britânica ressalta que estudos sobre a imunogenicidade estão sendo conduzidos para casos em que há o uso de diferentes fármacos. No entanto, o órgão admite a possibilidade de intercâmbio de imunizantes.

"Todo esforço deve ser feito para determinar qual vacina o indivíduo recebeu para sua primeira dose e para completar o esquema de duas doses com a mesma vacina. Para os indivíduos que iniciaram o esquema e que comparecem para vacinação em um local onde a mesma vacina não está disponível, por exemplo, se o indivíduo recebeu sua primeira dose no exterior, ou onde o primeiro produto recebido é desconhecido, é razoável nessas circunstâncias, oferecer um dose do produto disponível localmente para completar o cronograma", diz nota técnica da agência.

Motivos para a mudança

Em outros locais da Europa, a razão tem sido outra. Países como França, Espanha e Alemanha estão optando pela segunda aplicação de uma vacina diferente naqueles que receberam uma injeção da AstraZeneca.

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A alteração envolve temores de formação de coágulos (considerados raros) em determinados grupos da população, especialmente pessoas abaixo de 60 anos.

Recentemente, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, tomou uma dose da Moderna, após ter sido vacinada inicialmente com a AstraZeneca.

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Mesmo sem consenso na comunidade científica, a Agência Europeia de Medicamentos afirmou na última quarta-feira (23) que há "boas bases científicas" para sugerir que a mistura dos imunizantes contra covid-19 é segura e eficaz.

A justificativa do órgão regulador europeu é de que todas as vacinas de duas doses em uso no bloco — Pfizer/BioNTech, Moderna e AstraZeneca — atuam de maneira parecida, com foco na proteína spike do coronavírus.

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Todavia, a EMA ressalta que no momento "não está em posição de fazer recomendações definitivas sobre o uso de diferentes vacinas contra covid-19 para as duas doses".

Os estudos conduzidos no Reino Unido já tiveram dados preliminares sobre segurança divulgados. Foram analisadas as vacinas AstraZeneca e Pfizer.

"Os dados iniciais de reatogenicidade e segurança do ensaio clínico Com-COV2 mostraram que os participantes do ensaio que receberam vacinas diferentes para sua primeira e segunda doses experimentaram um aumento na taxa de reações após a segunda dose em comparação com aqueles que receberam a mesma vacina para ambas as doses. Os destinatários de vacinas mistas eram mais propensos a sentir febre, calafrios, fadiga, dor de cabeça, dor nas articulações, mal-estar e dores musculares. No entanto, não houve hospitalizações devido a esses sintomas, e a maior parte do aumento da reatogenicidade foi observada nas 48 horas após a imunização", diz a MHRA.

A parte do estudo que analisa o efeito da mistura de vacinas em relação à imunidade deve ser divulgada em breve.

Cenário diferente no Brasil

No Brasil, a possibilidade de intercâmbio de vacinas não foi aventada até agora. Segundo a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai, não há aqui "um motivo plausível para começar com uma [vacina] e terminar com outra".

Ela salienta que tem sido possível desde o início garantir a vacinação das pessoas com doses do mesmo imunizante e que as programações de entregas dão certa segurança de que isto poderá ser mantido.

*Com informações do Portal R7

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