Folha Vitória Violência: 15 mulheres foram assassinadas nos dois primeiros meses de 2021

Violência: 15 mulheres foram assassinadas nos dois primeiros meses de 2021

Para as vítimas de agressão que sobrevivem, ficam as marcas espalhadas pelo corpo e no psicológico

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Foto: Divulgação/ Internet
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O mês em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher começa com dados que assustam. Segundo a Secretária de Segurança Pública do Espírito Santo, 15 mulheres foram assassinadas nos dois primeiros meses do ano. 

Quem já passou por situações de violência e quase entrou para as estatísticas nunca esquece o trauma. "Não saio mais na rua. Não tenho coragem de ir trabalhar. Eu começo a chorar e fico apavorada". 

O relato é de uma mulher que foi agredida por um desconhecido há poucos meses. A vítima chegou a lutar contra o homem, mas acabou sendo ferida com golpes de faca. 

"Quando vejo alguém, já olho para as mãos e cintura. Estou traumatizada. Se alguém chegar perto de mim para pedir uma informação, já fico desesperada. Eu sei que pode não acontecer de novo, mas meu coração não aceita isso", contou emocionada. 

As marcas ficaram espalhadas pelo rosto, nas costas, barriga e no psicológico da vítima. O suspeito se entregou para a polícia no dia 19, em Barra de São Francisco. 

A mulher sobreviveu, mas nem todas têm a mesma sorte. Luana Demonier, de 25 anos, por exemplo, foi assassinada à facadas quando chegava em casa, em Cariacica. O crime aconteceu no dia 10 de fevereiro. Apontado como principal suspeito, o ex-companheiro da mulher se entregou à Justiça. A jovem tinha uma medida protetiva contra o rapaz. 

O caso de Elisangela Teixeira, de 36 anos, também abalou os capixabas. O corpo da vítima foi encontrado pela filha, de apenas 9 anos, dentro do banheiro de casa, em Cariacica. O ex-namorado da vítima se entregou horas após o crime. 

Em janeiro e fevereiro deste ano foram registrados 15 casos de assassinato de mulheres. Para quem sobreviveu, ficam as cicatrizes e o trauma. Já para quem perdeu um familiar, resta a sensação de injustiça e a saudade. "Ela faz falta todos os dias. Saber que a Justiça falhou em protegê-la, doí muito", desabafou uma conhecida de Luana. 

*Com informações da repórter Nathalia Munhão, da TV Vitória/RecordTV

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