Crise Penitenciária

Motim deixa 33 mortos em cadeia de Roraima

Briga entre presos ocorreu por volta das 2h30 no horário local em penitenciária de Boa Vista

  • Cidades | Do R7, com Estadão Conteúdo

Penitenciária Monte Cristo, em Boa Vista (RR), foi alvo de motim

Penitenciária Monte Cristo, em Boa Vista (RR), foi alvo de motim

Reprodução/Google

Uma chacina em uma cadeia de Boa Vista, capital de Roraima, deixou ao menos 33 detentos mortos na madrugada desta sexta-feira (6). O motim ocorreu por volta das 2h30 no horário local (4h30 no horário de Brasília) na Pamc (Penitenciária Agrícola de Monte Cristo), na zona sul da cidade. A informação é da Sejuc (Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado).

Em nota, a pasta diz que o Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia Militar está no local. O governo "esclarece que a situação está sob controle e que o Bope está nas alas do referido presídio".

O secretário de Justiça e Cidadania de Roraima, Uziel Júnior, afirmou à rádio Band News que o massacre pode ter sido promovido por integrantes do PCC. Segundo ele, não há uma facção rival dentro da cadeia. Uziel reconheceu que a cadeia está superlotada, mas enfatizou que não houve fuga. 

No entanto, informações iniciais da polícia chegaram a indicar que as mortes ocorreram após uma briga entre supostos integrantes do Comando Vermelho e da Família do Norte contra presos que fazem parte do PCC. Em coletiva de imprensa, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, informou que as mortes foram ocasionadas por um acerto de contas interno do PCC.

Rebelião

Em outubro de 2016, na mesma penitenciária, uma rebelião provocada por briga entre o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) deixou pelo menos 10 presos mortos. Três das vítimas teriam sido decapitadas, e sete teriam tido os corpos queimados em uma fogueira no pátio da unidade.

Todos os mortos seriam integrantes da facção Comando Vermelho, que domina cerca de 10% do presídio. Os outros 90% são controlados pelo grupo rival Primeiro Comando da Capital. Até junho passado, PCC e CV eram aliados na disputa pelo controle do tráfico na fronteira com o Paraguai.

Manaus (AM)

No último domingo (1º), rebeliões no Compaj (Complexo Penal Anísio Jobim) e na UPP (Unidade Prisional Puraquequara) deixaram 60 mortos, resultado da disputa de poder entre facções criminosas dentro das cadeias. Outros 184 detentos fugiram.

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