Economia Carteira de crédito deve crescer 1,3% em julho, prevê Febraban

Carteira de crédito deve crescer 1,3% em julho, prevê Febraban

Caso a projeção se confirme, o ritmo de expansão anual da carteira deve ficar estável em 16,3%, patamar considerado elevado

Agência Estado
Crescimento da carteira de crédito foi impulsionado, em parte, pela nova rodada do Pronampe

Crescimento da carteira de crédito foi impulsionado, em parte, pela nova rodada do Pronampe

Divulgação


O saldo total da carteira de crédito deve crescer 1,3% em julho, impulsionado pela retomada econômica e nova rodada do Pronampe, estima a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Caso a projeção se confirme, o ritmo de expansão anual da carteira deve ficar estável em 16,3%, patamar considerado bastante elevado pela instituição.

Como principal destaque de julho, a Febraban prevê o desempenho da carteira Pessoa Jurídica, que pode avançar 1,3%. Já a carteira livre, deve surpreender positivamente, crescendo 1,0%, apesar da sazonalidade negativa do mês. O movimento é favorecido pela reabertura do comércio e retomada da economia, com a flexibilização de medidas de distanciamento social e avanço da vacinação no País.

Pronampe

Enquanto isso, a carteira direcionada, que se retraiu em cinco dos últimos seis meses, poderá ganhar novo fôlego com a reedição do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) e registrar alta de 2,0%. Ainda assim o ritmo de expansão anual da carteira Pessoa Jurídica deve seguir acomodando, de 14,8% para 14,3%.

Em 2021, os R$ 20 bilhões para a nova versão do Pronampe se esgotaram após 15 dias de operação, beneficiando 266 mil empresas. "O setor bancário está comprometido com todas as iniciativas do governo para mitigar os impactos negativos gerados pela pandemia da covid-19 e continua focado em ajudar no processo de recuperação econômica do país em 2021", afirma o diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban, Rubens Sardenberg.

Já a carteira destinada às famílias deve se manter como a principal responsável pelo crescimento do crédito neste ano, e a estimativa é crescer 1,3% em julho, reforçando a percepção de recuperação da atividade econômica e a importância do crédito para este impulso.

O desempenho do mês deve ser homogêneo entre os recursos com a carteira livre (+1,4%) em especial nas linhas ligadas ao consumo e o crédito pessoal, enquanto a carteira direcionada (+1,2%) deve seguir liderada pelos créditos imobiliário e rural. Com o novo avanço, o ritmo de expansão anual da carteira pessoa física deve seguir acelerando, para 17,9%.

Concessões

O levantamento da Febraban mostra que as concessões de crédito devem apresentar crescimento mensal de 0,9% em julho, acumulando expansão de 11,2% em 12 meses. Com o resultado, o volume acumulado em 12 meses deve aumentar pelo quarto mês seguido, impulsionado pela reedição de medidas de estímulo e pela retomada da atividade econômica.

O levantamento aponta o mês de julho poderá registrar uma expressiva alta das operações direcionadas, com crescimento de 140,8%, devido à nova rodada do Pronampe. Assim, as concessões destinadas às empresas devem crescer 2,6%. Por outro lado, as operações com recursos livres devem se retrair 8,9%, refletindo a sazonalidade desfavorável das linhas relacionadas ao fluxo de caixa, como desconto de duplicatas e antecipação de faturas de cartão de crédito.

Pessoa Física

Já o volume de concessões para Pessoa Física deve mostrar ligeira retração de 0,6%. As operações livres devem ficar praticamente estáveis (-0,2%). No caso das operações direcionadas, a acomodação deve ser um pouco maior, de -3,3%. Entretanto, a variação acumulada em 12 meses deve seguir ganhando força, avançando de 11,6% para 14,3%.

As projeções da Pesquisa Especial de Crédito da Febraban, divulgada mensalmente como uma prévia da nota do Banco Central, são feitas com base em dados consolidados dos principais bancos do país, que representam de 38% a 89% do saldo total do Sistema Financeiro Nacional, dependendo da linha, além de outras variáveis macroeconômicas que impactam o mercado de crédito.

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