Economia Confiança do consumidor sobe com avanço da vacinação, aponta ACSP

Confiança do consumidor sobe com avanço da vacinação, aponta ACSP

Índice atingiu em junho o maior patamar em três meses, mas ainda segue abaixo dos 100 pontos

  • Economia | Do R7

Confiança dos consumidores figura aos 73 pontos

Confiança dos consumidores figura aos 73 pontos

Sebastiao Moreira/EFE - 06.03.2021

O índice nacional de confiança dos consumidores subiu aos 73 pontos em junho com a percepção de um futuro melhor para a economia com o avanço da vacinação contra a covid-19, de acordo com a ACSP (Associação Comercial de São Paulo).

Apesar de atingir o maior nível desde os 76 pontos de março, a confiança das famílias ainda permanece cautelosa e abaixo dos 100 pontos, patamar de referência.

De acordo com o estudo, a retomada aos poucos da confiança é levemente impulsionada pelo aumento de renda proporcionada pela volta do auxílio emergencial, pela maior geração de empregos, disponibilidade de crédito e, sobretudo, pelo avanço da vacinação contra a covid-19.

Regiões

O Sul do País é a única região em que o índice ficou estagnado em 66 pontos em relação a junho. Todas as outras partes do Brasil registraram aumento da confiança. O destaque positivo fica para o Centro-Oeste que saltou de 83 para 91 pontos.

O destaque da região é justificada pela ascensão do agronegócio que, segundo a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), cresceu 25% em junho deste ano comparado com o mesmo período de 2020, por conta das exportações dos produtos.

No geral, também diminuiu a percepção negativa das famílias em relação à situação financeira e de emprego atuais, enquanto melhoraram as expectativas futuras sobre essas variáveis, principalmente em torno da segurança no trabalho.

Hoje, 50% dos entrevistados acreditam que nos próximos seis meses o bolso de cada uma das pessoas ouvidas vai ficar mais cheio. Além disso, na projeção que fizeram, o percentual de quem acredita que pessoas próximas ou conhecidas venham a perder o emprego nos próximos seis meses, em decorrência da economia, caiu de 42% para 37% em julho.

Também aumentou a disposição do consumidor em comprar itens de maior valor, como carro e casa e bens duráveis tais quais geladeira e fogão. "Com o maior controle da pandemia, cresceu a mobilidade da população de forma geral e, consequentemente, a segurança para fazer compras e planejar a aquisição de bens", disse Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP.

A pesquisa INC vai de 0 a 200 e mede a visão e a segurança da população em relação ao País, às finanças do brasileiro e prevê o comportamento destas pessoas na hora da compra. Os dados foram coletados com 1.670 entrevistados pertencentes a todas as classes sociais nas cinco regiões do Brasil.

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