Economia Dólar abre a semana em queda e se reaproxima de R$ 5,50

Dólar abre a semana em queda e se reaproxima de R$ 5,50

Recuo de quase 0,1% da moeda norte-americana ocorre com dados positivos da economia chinesa e sobre juros nos EUA

Reuters
Dólar é vendido por R$ 5,5076 nesta manhã

Dólar é vendido por R$ 5,5076 nesta manhã

REUTERS/Yuriko Nakao

O dólar passava a rondar a estabilidade frente ao real nesta segunda-feira (17), afastando-se das máximas do dia conforme investidores de todo o mundo reagiam a dados positivos sobre a economia chinesa e avaliavam as perspectivas de aumentos de juros nos Estados Unidos.

Às 10h06 (de Brasília), a moeda norte-americana à vista recuava 0,09%, a R$ 5,5076 na venda, depois de subir 0,5% na máxima do dia, a R$ 5,5400. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,49%, a R$ 5,525.

Na última sessão, na sexta-feira, o dólar spot caiu 0,29% a R$ 5,5125 na venda, menor patamar desde 16 de novembro do ano passado (R$ 5,4999), acumulando baixa de 2,12% na semana. O Banco Central fará neste pregão leilão de até 17 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de março de 2022.

A movimentação desta manhã estava em linha com o desempenho do índice do dólar contra uma cesta de pares fortes, que oscilava entre estabilidade e leve alta. No Brasil, agentes do mercado digeriam dados mostrando que o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), sinalizador do PIB (Produto Interno Bruto), registrou avanço de 0,69% em novembro em relação a outubro.

Dados desta segunda-feira mostraram que a economia chinesa cresceu 8,1% no ano passado —melhor expansão desde 2011 — acima da previsão de 8,0%. O ritmo ficou bem acima da meta do governo de "acima de 6%" e da expansão revisada de 2020 de 2,2%.

"Nesta manhã, mercados globais têm alta sustentada por surpresas positivas com indicadores de atividade econômica chinesa", disseram economistas do Bradesco em relatório, embora tenham dito que a liquidez reduzida por feriado nos EUA e a cautela em relação à pandemia limitassem os ganhos dos ativos.

Operadores de todo o mundo também continuavam monitorando as perspectivas do mercado para aumentos de juros pelo Federal Reserve. Na semana passada, dados de inflação norte-americana em linha com projeções esfriaram as apostas mais agressivas para a política monetária, com a maior parte dos especialistas prevendo agora de 3 a 4 altas nos custos dos empréstimos em 2022.

Juros mais altos nos EUA tendem a reduzir a atratividade de ativos arriscados, como moedas de países emergentes, ao elevar a rentabilidade dos títulos norte-americanos.

Por aqui, o IBC-Br veio ligeiramente acima da expectativa de economistas consultados pela Reuters, de expansão de 0,65%. A alta de novembro vem depois de quatro quedas seguidas e no ritmo mais forte desde fevereiro, apontando para alguma retomada econômica no fim de 2021, de acordo com dados do Banco Central.

Mas ainda há motivos de cautela no âmbito doméstico. Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos, chamou a atenção em nota para a paralisação de servidores públicos prevista para terça-feira, em meio à pressão de várias categorias do funcionalismo por reajustes salariais. Isso "ainda pode gerar um impacto fiscal relevante", afirmou Beyruti.

Últimas