Economia Dólar fecha em alta de 0,36%, a R$ 5,44, o maior patamar desde abril 

Dólar fecha em alta de 0,36%, a R$ 5,44, o maior patamar desde abril 

Em setembro, o dólar avançou 5,36%, a maior valorização desde janeiro passado (5,53%) e a mais forte para o mês desde 2015

Reuters
O dólar à vista subiu 0,36%, a R$ 5,4496 na venda, o maior nível desde 27 de abril

O dólar à vista subiu 0,36%, a R$ 5,4496 na venda, o maior nível desde 27 de abril

Mohamed Abd El Ghany/Reuters - 24.09.2021

O Banco Central deu as caras no mercado e tirou o dólar à vista de perto dos R$ 5,50, mas a moeda ainda fechou em alta e no maior patamar desde abril, registrando os maiores ganhos para setembro e para o terceiro trimestre em seis anos.

O dólar à vista até chegou a cair mais cedo, indo para uma mínima de R$ 5,3674, queda de 1,15%, mas ainda pela manhã começou a ganhar força, movimento que se intensificou nas negociações vespertinas conforme o mercado adicionava prêmio de risco por temores de flexibilização fiscal relacionada ao auxílio emergencial.

Assim, a divisa brasileira começou a se descolar mais de seus pares, alguns dos quais tinham ganhos contra o dólar nesta quinta.

Mas o anúncio pelo BC à tarde de um leilão extraordinário de US$ 500 milhões em swaps cambiais tirou a cotação dos picos do dia; na máxima, o dólar spot foi a R$ 5,4771, alta de 0,87%, enquanto no mercado futuro a taxa superou R$ 5,50.

No fechamento desta quinta-feira, o dólar à vista subiu 0,36%, a R$ 5,4496 na venda. É o nível mais alto desde 27 de abril (R$ 5,4625).

A moeda engatou o sétimo pregão de ganhos, já perto de igualar a sequência de oito altas ocorridas entre o fim de junho e o início de julho.

Em setembro, o dólar avançou 5,36%, a maior valorização desde janeiro passado (+5,53%) e a mais forte para o mês desde 2015 (+9,33%).

No terceiro trimestre, a moeda saltou 9,51%. É a mais intensa apreciação desde os três meses findos em março de 2020 (+29,44%), quando a pandemia de Covid-19 chacoalhou pela primeira vez os mercados globais.

Para o período de julho a setembro, a alta deste ano foi a mais veemente desde 2015 (+27,55%).

No acumulado de 2021, o dólar sobe 4,97%.

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