Economia Sem Paletó #10: Preço de imóveis deve cair por mais dois semestres

Programa de Economia do R7 avaliou os piores ciclos do mercado imobiliário brasileiro

Ciclo atual é o quarto pior dos últimos 40 anos. "Mais ou menos no final de 2018 chegaria no tempo médio do ciclo de queda"
Ciclo atual é o quarto pior dos últimos 40 anos. "Mais ou menos no final de 2018 chegaria no tempo médio do ciclo de queda" R7

O preço médio dos imóveis no Brasil já caiu 13,7% desde o início da atual crise econômica, em 2014. Os dados foram compilados pelo economista Richard Rytenband e apresentados no programa Economia Sem Paletó desta segunda-feira (24).

Rytenband compilou os dados de imóveis anunciados pelo serviço Fipe Zap desde a década de 1980 e concluiu que o Brasil vive um dos piores ciclos econômicos do mercado imobiliário.

— Avaliando os piores ciclos de queda desde 1980, já descontada a inflação. O ciclo atual começou em 2014, é o quarto pior [do período analisado], com queda de 13,7%.

Richard Rytenband/Arte R7

O pior de todos os ciclos foi no final da década de 1980, quando os preços chegaram a cair 79%. No início daquela mesma década, o segundo pior ciclo registrou queda de 37%. O terceiro pior ciclo foi de 2000 a 2004, com queda de 32%.

— Os ciclos de queda duram mais ou menos de quatro anos e meio a cinco anos. Na média eles caem de 25% a 30%. Mas agora está um ciclo ameno e já está se aproximando do fim. Mais ou menos no final de 2018 chegaria no tempo médio do ciclo de queda.

Assista ao programa completo:

O internauta Reginaldo Gil afirmou que sentiu na pele a queda de preço do imóvel que acabou de comprar.

Rytenband explicou ainda como funciona o ciclo dos imóveis e por que o mercado brasileiro se encontra no ponto de recessão. Após o período de queda, o mercado vai se recuperar e depois expandir.

— Na recessão, agora, tem desemprego na construção civil, estoque de imóveis pra tudo que é lado, número de lançamentos diminuindo, ninguém compra nem vende nada. O preço dos imóveis começa a cair. Depois você tem a fase de recuperação, quando começa a estabilizar os preços, que projetamos para 2018. Sentimento muito ruim ainda, mas com novas construções e lançamentos mais tímidos.

Richard Rytenband/Arte R7