Economia Falta de chuvas faz com que Sudeste importe energia do Sul

Falta de chuvas faz com que Sudeste importe energia do Sul

Reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e do Nordeste estão bastante baixos, diz especialista

  • Economia | Joyce Carla, do R7

Os reservatórios das usinas hidrelétricas estão baixos

Os reservatórios das usinas hidrelétricas estão baixos

Divulgação/10.12.2012/Agência Brasil

A falta de chuvas que levou o Estado de São Paulo à sua pior crise hídrica da história também tem consequências na energia elétrica. Os reservatórios das usinas hidrelétricas estão baixos e, por isso, as usinas termelétricas em operação deverão ficar ligadas até o final deste ano, de acordo com o diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Hermes Chipp.

Segundo ele, a expectativa é que haja uso “acentuado” das termelétricas nos próximos meses e até o próximo ano. O ONS prevê que os reservatórios das usinas das regiões Sudeste e Centro-Oeste (a principal fornecedora de energia ao Sistema Interligado Nacional) devem fechar julho em nível de 33% de energia armazenada, chegando a 18,5% em novembro deste ano, caso as previsões meteorológicas se confirmem.

De acordo com Sérgio Costa, diretor da Trade Energy, essa situação faz com que a região Sudeste importe energia da região Sul do País.

— Para se ter uma ideia, na última terça-feira (29), de toda a energia produzida pela região Sul, 23,5% foi exportado para o Sudeste. Isso vem acontecendo há vários meses.

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O especialista afirma ainda que os reservatórios das hidrelétricas do Nordeste também estão bastante baixos. Ele adverte ainda que o uso sistemático das usinas termelétricas é perigoso, já que “elas não deveriam estar operando de forma constante por tanto tempo”.

— Elas são necessárias para dar um suporte às hidrelétricas, mas são mais caras.

O vice-presidente da Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia), Paulo Cesar Tavares, afirma que a situação dos reservatórios é uma das crises que o setor elétrico vive hoje. A outra crise é econômico-financeira e, segundo Tavares, teve início em 2012 com a medida provisória 579.

— O que vemos hoje é a maior explosão de preços e os caixas das distribuidoras estão quebrados. Se somar todos os subsídios dados em 2013 com os subsídios e custos das distribuidoras em 2014, os gastos chegam a aproximadamente R$ 56 bilhões. Sendo que cerca de R$ 35,5 bi das distribuidoras vão ser repassados para os consumidores em forma de tarifa e os outros R$ 21 bi serão pagos pelos contribuintes em forma de impostos.

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