Economia Goldman Sachs revela metas de longo prazo para avançar em novos negócios

Goldman Sachs revela metas de longo prazo para avançar em novos negócios

Reuters

Por Elizabeth Dilts Marshall

NOVA YORK (Reuters) - O Goldman Sachs divulgou nesta quarta-feira agressivas metas de crescimento de muitos de seus negócios, em uma estratégia para avançar em áreas dominadas por rivais como JPMorgan e Bank of America

Ao definir metas mais amplas e sendo mais transparente, o Goldman faz um esforço para amenizar críticas de investidores que há tempos reclamam de falta de informação pelo grupo.

Em sua primeira apresentação para investidores, o Goldman afirmou que planeja que os depósitos de seu banco de varejo atinjam 125 bilhões de dólares ou mais nos próximos cinco anos. O Goldman também afirmou que planeja ampliar os financiamentos a consumo e cartões para mais de 20 bilhões de dólares no período.

"Pacientes, metódicas e de longo prazo" é como o vice-presidente de operações, John Waldron, descreveu as metas do banco. "Estamos plantando as sementes que levarão tempo para crescer", disse presidente-executivo do Goldman, David Solomon, na apresentação a investidores.

O Goldman está mirando um índice de eficiência de 60% nos próximos três anos e projetou um retorno sobre patrimônio (ROE) de mais de 14%. Quanto menor o índice de eficiência, melhor é um banco na gestão de seus custos em relação à receita.

"Acreditamos que a paciência do investidor será tão importante quanto o cumprimento desta metas no período de três anos", disse Glenn Schorr, analista da Glencore ISI.

As últimas projeções do banco são observadas de perto por analistas e investidores que aguardam saber mais sobre a divisão de banco de varejo do Goldman, que consiste do banco online Marcus e o cartão de crédito em parceria com a Apple.

O Marcus é o pilar central da estratégia de Solomon para o Goldman Sachs, que tem 151 anos de história. Analistas estimam que vai levar pelo menos uma década para o banco de varejo ser significativo em relação a outros negócios do Goldman.

Atualmente, o banco de varejo gera apenas 2,4% da receita do Goldman, ante 40% da área de emissões de títulos do Goldman.

(Por Elizabeth Dilts Marshall, Matt Scuffham e Anirban Sen)

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