Economia Intenção de Consumo das Famílias cresce 2,1% em agosto, mostra CNC

Intenção de Consumo das Famílias cresce 2,1% em agosto, mostra CNC

Indicador atingiu o maior patamar desde abril, mas segue distante do nível de satisfação, de 100 pontos

Agência Estado
Intenção de Consumo figura aos 70,,2 pontos

Intenção de Consumo figura aos 70,,2 pontos

Paulo Whitaker/Reuters

A Intenção de Consumo das Famílias avançou 2,1% em agosto ante julho e atingiu os 70,2 pontos, informou a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) nesta segunda-feira (23).

O resultado do indicador é o maior desde abril e corresponde a uma alta de 6,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Apesar da alta, a CNC destacou, em nota, que a intenção de consumo segue abaixo do nível de satisfação, de 100 pontos. Desde 2015, quando a economia ainda estava na recessão que durou de 2014 a 2016, o indicador da CNC está abaixo de 100 pontos.

Em agosto, todos os subíndices do indicador apresentaram resultados positivos, com destaque para o que mede a Perspectiva de Consumo que cresceu 5,6% ante julho, atingindo 70,7 pontos, no melhor resultado desde maio de 2020.

"O item foi o de maior crescimento em agosto e revelou melhora na percepção dos brasileiros em relação a compras no segundo semestre", diz a nota divulgada pela CNC.

O Nível de Consumo Atual cresceu 3,7% ante julho, alcançando 55 2 pontos, o maior patamar desde março deste ano. "O ICF deste mês mostra que a expectativa das famílias brasileiras é que o ambiente econômico mais positivo, percebido no curto prazo, se prolongue para o longo prazo", diz a nota da CNC.

Ainda entre subíndices que compõem o ICF, a Renda Atual cresceu 1,8% ante julho, "continuando a tendência de aumento pelo terceiro mês, enquanto na comparação anual houve crescimento pela primeira vez desde abril de 2020, de 1,2%".

Já o Emprego Atual mostrou um crescimento mensal tímido, de 0,4% o menor, na passagem de julho para agosto. "O número absoluto atingido por este item na pesquisa (87,3 pontos), no entanto, foi o maior no mês e mostra sua força na base da recuperação do consumo", diz a nota da CNC.

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