Economia Vendas trimestrais da Ford nos EUA caem 9,8% com piora no desempenho de picapes

Vendas trimestrais da Ford nos EUA caem 9,8% com piora no desempenho de picapes

EMPRESAS-FORD-VENDAS:Vendas trimestrais da Ford nos EUA caem 9,8% com piora no desempenho de picapes

Reuters - Economia

(Reuters) - A Ford divulgou nesta quarta-feira queda de 9,8% nas vendas trimestrais de automóveis nos Estados Unidos, com a fraqueza nas vendas de suas lucrativas picapes ofuscando uma demanda maior por utilitários esportivos.

A segunda maior montadora dos EUA vendeu 542.749 veículos no quarto trimestre, ante 601.862 no ano anterior.

A montadora teve declínio de 12,5% nas vendas de picapes, enquanto as de veículos de passageiros caíram 41,1% à medida que continua a eliminar os tradicionais sedãs na América do Norte, que se tornaram cada vez mais impopulares.

Mas as vendas de seus SUVs subiram 4%, a 216.732 unidades.

"O quarto trimestre representou um ponto de inflexão na Ford em nossa transição de carros para um foco muito maior em picapes icônicas, SUVs e veículos elétricos", disse Andrew Frick, vice-presidente de vendas da Ford para Estados Unidos e Canadá.

"Estamos bem posicionados para ver os benefícios de nossos esforços concentrados ao longo de 2021", acrescentou Frick.

A GM reportou aumento de 4,8% nas vendas nos EUA no quarto trimestre, enquanto a Toyota Motor e a Volkswagen registraram alta de 9,4% e 10,8%, respectivamente.

"Pode parecer estar em desacordo com os níveis de desemprego e as difíceis condições financeiras ... mas os consumidores que estão comprando carros novos durante a pandemia estão claramente do outro lado da desigualdade econômica", disse a consultoria da indústria Edmunds, em relatório.

Especialistas do setor esperam recuperação na demanda neste ano, alimentada pela chegada das vacinas contra Covid-19, taxas de juros baixas e economias saudáveis dos consumidores, já que as pessoas evitaram gastar dinheiro em compras de maior porte e em férias durante a pandemia. Mas o aumento dos casos de Covid-19 aumentou a incerteza de uma recuperação rápida.

(Por Sanjana Shivdas)

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