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Eleições 2018

Amazonino tem 30% e 2 empatam com 23%, diz RealTime Big Data/AM

Levantamento encomendado pela RecordTV mostra briga acirrada entre David Almeida e Wilson Lima por vaga no segundo turno

Governo do Amazonas

Alexandre Garcia, do R7
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Montagem/R7

Amazonino, David Almeida e Wilson Lima brigam por vaga no 2º turno

O atual governador do Amazonas, Amazonino Mendes (PDT), segue na liderança das intenções de voto para as eleições do próximo dia 7, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (2), pelo instituto RealTime Big Data.

O nome de Amazonino é seguido por David Almeida (PSB) e Wilson Lima (PSC), que aparecem empatados na briga pela segunda vaga no segundo turno do pleito.

Confira os dados:

• Amazonino Mendes (PDT): 30%
• David Almeida (PSB): 23%
• Wilson Lima (PSC): 23%
• Omar Aziz (PSD): 9%
• Lucia Antony (PCdoB): 2%
• Berg da UGT: 0%
• Nulo/Branco: 8%
• Indecisos: 5%

Arte/R7

Nas simulações realizadas para o segundo turno, Amazonino venceria todos os adversários se a eleição fosse hoje. Caso o confronto seja entre Almeida e Lima, os dos aparecem empatados dentro da magem de erro. O candidato do PSB aparece com 37% das intenções de voto, contra 

A pesquisa aponta ainda Omar Aziz como o candidato mais rejeitados pelos eleitores do Estado, com 37% das menções. Em seguida, aparecem Amazonino (34%), Lucia Antony (23%), Wilson Lima (22%), David Almeida (22%), Berg da UGT (19%) e Sidney Cabral (19%).

Encomendado pela RecordTV, o levantamento ouviu 1.200 eleitores do Estado no dia 1º de outubro, tem margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número AM-08536/2018.

Conheça 7 mitos sobre o uso da urna eletrônica:

Pixabay

O Brasil utiliza urnas eletrônicas desde 1996 e nenhuma fraude foi comprovada pelo Ministério Público ou pela Polícia Federal. Circulam diversos boatos na internet que duvidam da eficiência do uso desses equipamentos. O R7 entrevistou o  secretário de Tecnologia do TSE, Giuseppe Janin, para desmistificar o uso da tecnologia no sistema eleitoral brasileiro

Pixabay

1) A urna eletrônica é fabricada pela Venezuela - Um boato que circula pelas redes sociais é que o sistema eleitoral brasileiro poderia ser fraudado pelo governo da Venezuela, pois a responsável pela fabricação e desenvolvimento das urnas seria a empresa Smartmatic, britânica, fundada nos Estados Unidos por venezuelanos. Por ter sido fundada por venezuelanos, circula a informação de que a empresa seria venezuelana, mas é inicialmente americana e hoje britânica

Flickr - TRE/RJ - 02.10.12

O projeto da urna eletrônica é do Tribunal Superior Eleitoral e empresas disputam uma licitação para fabricar o equipamento. "A empresa Smartmatic jamais venceu um processo licitatório para fabricar urnas no Brasil. Em alguns países, os equipamentos são adquiridos com empresas particulares, mas, no Brasil, o projeto é do TSE, independentemente da empresa que vença a licitação", explica secretário de Tecnologia do TSE, Giuseppe Janino

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2) O voto impresso é mais seguro - O Supremo Tribunal Federal decidiu, em junho deste ano, não utilizar votos em papel nesta eleição. Porém, muitos defendem a criação de um sistema que utilize tanto o voto digital quanto o voto em papel para garantir mais segurança

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A possibilidade de utilizar o voto impresso foi descartada pela Corte pelo fato de não ter sido detectado nenhum caso em que as urnas tenham falhado. “O voto impresso cria uma instabilidade, porque voltaria a contagem manual que permite muitos erros e facilita as fraudes. Esse problemas foram eliminados com o voto eletrônico” afirma Janino.

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3) Invasão hacker– existem boatos que dizem que hackers podem invadir o sistema utilizado nas urnas eletrônicas para alterar os votos e mudar o vencedor da eleição

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Segundo o secretário de Tecnologia do TSE, não é possível uma invasão do sistema. “A urna eletrônica foi desenvolvida para ser um equipamento isolado de rede. Não há qualquer comunicação com rede como wifi ou rede física. Além disso, em quatro edições de testes públicos, ninguém conseguiu quebrar o sigilo do voto ou adulterar qualquer registro na urna."

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4) A criptografia não é confiável – a criptografia é utilizada para codificar uma informação e manter o sigilo de dados em diversos softwares e aplicativos. Essa tecnologia também está presente nas urnas eletrônicas para proteger os votos. Alguns eleitores não consideram esse recurso de segurança confiável

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“A urna eletrônica utiliza uma criptografia de alta complexidade e exclusiva para o processo eleitoral brasileiro. E até hoje, mesmo submetendo o sistema aos hackers, ninguém conseguiu quebrar o sigilo da urna”, diz Janino.

Flickr - TRE/RJ - 16.jan.2012

5) Não é possível auditar as urnas – os resultados das urnas podem gerar dúvidas nos perdedores e fazer a recontagem dos votos pode ser uma forma de confirmar o resultado. Outro boato contado sobre o processo eleitoral eletrônico é que a urna não pode ser auditada

Flickr TRE/RJ - 16.01.2012

O sistema desenvolvido pelo TSE permite que seja feita uma auditoria dos votos assim como nas eleições com votos impressos. “Todas as urnas podem ser auditadas. O equipamento grava todas os votos em uma tabela de forma aleatória, para não permitir identificar a sequências dos eleitores que votaram, e esse registro é assinado por meio de um certificado digital. Esse material fica disponível para que os partidos façam uma recontagem", afirma Janino

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6) É possível saber o voto de cada eleitor – outro receio é o risco de que o sigilo do voto não seja garantido. A possibilidade de descobrir em qual candidato cada pessoa votou poderia abrir uma brecha para fraudes 

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Nenhum processo eleitoral permite que os eleitores sejam identificados ou que os votos sejam revelados. “O sigilo do voto é um preceito constitucional, artigo 14 da constituição. Esse é um requisito principal de todo processo eleitoral. Não há nenhum dispositivo que permita a veiculação do eleitor com o seu voto. Nos testes públicos, são realizadas tentativas de obter esses dados e até hoje ninguém conseguiu”, explica secretário de Tecnologia do TSE

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7) Só o Brasil utiliza urnas eletrônicas – o sistema eleitoral brasileiro foi um dos primeiros a buscar uma alternativa aos tradicionais votos de papel, mas a tecnologia ganhou adeptos ao longo dos anos

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Ao contrário do que dizem os boatos, as urnas eletrônicas não são uma exclusividade do Brasil. “Pelo menos 25 países no mundo adotam urnas eletrônicas semelhantes com as do Brasil hoje. Os EUA também utilizam urnas eletrônicas em 11 dos seus 50 estados”, explica Janino

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