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Em conversa com os EUA, Turquia diminui o tom sobre veto à Finlândia e Suécia na Otan

Ministro das Relações Exteriores, Mevlüt Çavusoglu reiterou posição turca, mas aceitou conversar sobre entradas na Aliança

Internacional|Do R7

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Mevlüt Çavusoglu (à esq.) e Antony Blinken em encontro oficial nos Estados Unidos
Mevlüt Çavusoglu (à esq.) e Antony Blinken em encontro oficial nos Estados Unidos

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlüt Çavusoglu, reiterou nesta quarta-feira (18) ao alto funcionário americano Antony Blinken as objeções turcas à entrada da Finlândia e da Suécia na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), mas mostrou-se disposto a continuar discutindo o assunto com os demais aliados.

Çavusoglu, que se reuniu com Blinken na sede da ONU, em Nova York, mostrou assim uma posição um pouco mais aberta que a de seu presidente, Recep Tayyip Erdogan, que hoje insistiu que vetaria a entrada dos dois países na Aliança Atlântica, os quais acusa de apoiar supostos terroristas curdos.

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"Entendemos suas preocupações de segurança, mas as preocupações de segurança da Turquia também devem ser abordadas. Essa é uma das questões que devemos continuar discutindo com amigos e aliados, incluindo os EUA", disse o diplomata turco no início da reunião.

Çavusoglu frisou que a Turquia sempre apoiou a "política de portas abertas" da Otan, mas salientou que o caso da Finlândia e da Suécia representa problemas para o seu país.

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"Temos preocupações legítimas de segurança porque eles têm apoiado organizações terroristas e também há restrições à exportação de produtos de defesa", explicou.

Embora Blinken não tenha tocado no assunto em suas declarações com o ministro turco, o governo dos EUA se mostrou "seguro" nesta quarta-feira de que os obstáculos serão superados e a Finlândia e a Suécia poderão ingressar na Otan.

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"Acho que [as coisas] vão correr bem", limitou-se a dizer o presidente dos EUA, Joe Biden, quando indagado sobre o assunto por jornalistas.

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O governo turco acusa a Finlândia e, especialmente, a Suécia de serem um santuário para "terroristas", referindo-se tanto a membros do grupo PKK, atuante na Turquia e tachado de "terrorista" pelos EUA e pela União Europeia, como às milícias das Unidades de Proteção Popular da Síria (YPG), que não recebem essa classificação.

No final do encontro entre Blinken e Çavusoglu, os EUA e a Turquia emitiram uma declaração conjunta na qual não tocaram na questão e apenas assinalaram sua "sólida cooperação como parceiros e aliados da Otan" e reiteraram sua vontade de encontrar uma forma de acabar com a guerra na Ucrânia.

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