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EUA admitem preocupação com avanço militar da China

Autoridades de serviços de segurança norte-americano se mostraram preocupadas com espionagens feitas pelo país asiático

Internacional|Da EFE

Declarações foram feitas por Scott Berrier, diretor da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA
Declarações foram feitas por Scott Berrier, diretor da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA Declarações foram feitas por Scott Berrier, diretor da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA

Dois funcionários de alto escalão da inteligência dos Estados Unidos admitiram nesta sexta-feira (11) sua preocupação com o avanço militar da China, que representa um "grande desafio" para Washington e seus aliados e também pode colocar esses países "em risco".

O diretor da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA (DIA), Scott Berrier, e o diretor-geral da Agência de Segurança Nacional (NSA), Paul Nakasone, fizeram essas reflexões durante uma audiência do Subcomitê de Inteligência das Forças Armadas da Câmara dos Representantes.

"A China continua sendo um competidor estratégico de longo prazo dos EUA, como uma ameaça que representa um grande desafio de segurança: Pequim usa várias abordagens, incluindo espionagem diplomática, econômica e militar para atingir seus objetivos estratégicos", argumentou Berrier.

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Além disso, o chefe do DIA destacou que a China "continua sua modernização militar durante as últimas décadas para construir uma força incrivelmente letal" que poderia colocar os EUA e seus aliados "em risco".

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Berrier fez essas afirmações depois que o secretário do Departamento de Defesa, Lloyd Austin, ordenou na quarta-feira ao Pentágono que coloque a China e seu fortalecimento militar no centro da política de defesa dos EUA, embora a estratégia a seguir seja confidencial.

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Por sua vez, Nakasone disse que opor-se aos esforços do governo chinês contra os EUA é uma "prioridade" para a NSA, responsável pelo monitoramento global, coleta e processamento de informações e dados para fins de inteligência e contraespionagem nacionais e estrangeiras.

Tamanha é a preocupação atual do governo americano com os movimentos da China que Austin sugeriu nesta quinta-feira o estabelecimento de "uma linha de comunicação direta", no estilo do "telefone vermelho" que conectou a União Soviética e os EUA durante a Guerra Fria e que segue em funcionamento ainda hoje.

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Durante uma audiência da Comissão das Forças Armadas do Senado americano, Austin assegurou que é "essencial haver uma linha direta de comunicação entre militares e membros do governo" dos EUA e da China.

A diretriz do Pentágono e os comentários de funcionários de alto escalão da inteligência dos EUA são divulgados no momento em que tanto o governo do presidente Joe Biden como membros de ambos partidos do Congresso intensificam suas iniciativas para segurar as ambições internacionais da China.

De fato, a expectativa é que a China esteja muito presente na viagem de Biden pela Europa, onde o presidente americano quer obter um endosso mais claro de seus aliados para sua principal prioridade internacional: a intensa competição entre Washington e Pequim.

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