Internacional Executiva coreana que agrediu aeromoça é condenada a um ano de prisão

Executiva coreana que agrediu aeromoça é condenada a um ano de prisão

Cho Hyun-ah ordenou ao piloto suspender a decolagem do avião para expulsar a funcionária

Tribunal negou os pedidos de Cho de suspenção  da pena por falta de antecedentes criminais

Tribunal negou os pedidos de Cho de suspenção da pena por falta de antecedentes criminais

AP Photo/Ahn Young-joon

A ex-vice-presidente da Korean Air, Cho Hyun-ah, foi condenada nesta quinta-feira (12) a um ano de prisão por um tribunal sul-coreano que a declarou culpada de violar as normas de segurança da aviação após suspender a decolagem de um avião para expulsar uma tripulante, em um polêmico incidente cuja notícia percorreu o mundo.

Cho foi acusada de agredir a aeromoça que lhe serviu mal uma porção de frutos secos e modificou ilicitamente os planos do voo da Korean Air entre Nova York e Seul no dia 5 de dezembro de 2014.

Nesse dia a ex-executiva de 40 anos e filha do presidente da companhia aérea Cho Yang-ho, teve um acesso de fúria quando uma aeromoça lhe serviu incorretamente uma porção de nozes de macadâmia, até o ponto de ordenar ao piloto a suspensão da decolagem com o avião em pista com 250 passageiros a bordo para expulsar a aeromoça.

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O juiz considerou que, além de violar as normas de segurança da aviação, Cho interferiu na execução do dever de um funcionário do governo ao tentar influir de forma irregular na investigação do caso.

Embora a Promotoria tenha pedido três anos de prisão, finalmente a condenação foi de um ano, que Cho deverá cumprir integralmente depois que o Tribunal negou seus pedidos de que fosse aplicada uma suspensão da pena por ela não ter antecedentes.

O juiz que acompanha o caso qualificou o chamado "caso das nozes" como um ataque à integridade da humanidade.

— É questionável que Cho se sinta verdadeiramente arrependida 

Além disso, dentre as acusações que pairam sobre a executiva, o de mudar ilicitamente os planos de voo é o que mais pesou ao contemplar penas de até nove anos de prisão sem possibilidade de suspensão.

Cho se viu obrigada a renunciar como vice-presidente da companhia aérea após o caso ser revelado, que provocou um forte escândalo na Coreia do Sul, e foi detida no dia 30 de dezembro.

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