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Jihadista norte-americana se diz 'arrependida' e quer ir para casa

Durante seu período junto aos jihadistas, ela se tornou uma das porta-vozes do grupo nas redes sociais, fazendo posts que incitavam a violência contra o Ocidente

Internacional|Beatriz Sanz, do R7

A norte-americana Hoda Muthana, que se juntou ao grupo extremista Daesh
A norte-americana Hoda Muthana, que se juntou ao grupo extremista Daesh A norte-americana Hoda Muthana, que se juntou ao grupo extremista Daesh

A norte-americana Hoda Muthana saiu de casa com 19 anos. Ela enganou seus pais dizendo que iria para uma excursão escolar para Atlanta, nos Estados Unidos, quando na verdade, ela estava viajando para a Turquia, planejando se juntar ao grupo extremista islâmico Daesh.

Após se juntar aos jihadistas, ela se tornou uma das porta-vozes do grupo nas redes sociais, fazendo posts que incitavam a violência contra o Ocidente. Mas não mais.

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Hoje, aos 24 anos, Muthana mora com filho de 1 ano e meio em um campo de refugiados na Síria e, segundo afirmou em entrevista ao jornal britânico The Guardian, está “profundamente arrependida” de suas ações. Ela diz que só deseja voltar para casa.

A mulher afirmou também que sofreu uma “lavagem cerebral” e que suas redes sociais foram usadas por outros membros do grupo.

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Sem contato com autoridades dos EUA

Muthana conseguiu fugir com seu filho de Baghouz, o último reduto do Daesh na Síria, após os últimos ataques da coalizão liderada pelos EUA contra o Califado — grupo ligado aos militantes islâmicos que atua na região.

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Ela conta que dormiu duas noites no deserto com a criança até chegar ao campo de refugiados de al-Hawl no norte da Síria, onde está.

Hoda Muthana ainda não fez nenhum contato com o governo dos EUA e segue sem saber qual será seu destino. O governo norte-americano defende que cada país deve julgar seus cidadãos que se juntaram ao Daesh.

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Os três maridos que ela teve morreram durante a guerra e ela diz estar preocupada com o futuro de seu filho.

Ao jornal britânico, ela pediu perdão e diz que interpretou mal a sua própria fé.

"Nós estávamos basicamente no tempo da ignorância [...] e então nos tornamos jihadistas, por assim dizer”, ela disse. "Eu pensei que estava fazendo as coisas corretamente de acordo com a vontade de Deus."

Muthana, que chegou a insinuar no Twitter que iria atear fogo ao seu passaporte de cidadã norte-americana, agora diz que não precisa mais dele e que as autoridades podem ficar com ele. Ela só quer voltar para casa.

Britânica grávida tem mesmo desejo

Enquanto isso, a jovem Shamima Begum deseja voltar ao Reino Unido. Ela fugiu do seu país natal com outras duas amigas. Segundo ela, uma teria morrido em um atentado e não se sabe o paradeiro da terceira garota.

Begum está grávida e deseja voltar ao Reino Unido por conta do seu filho. Ela disse ao jornal britânico The Times que teve outros dois filhos e eles morreram.

A mulher conseguiu escapar do território dominado pelo Daesh com seu marido, um holandês de 27 anos que se converteu ao islamismo, e está no mesmo campo de refugiados que Muthana.

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