Internacional Liga Árabe admite desacordos sobre paz com Israel

Liga Árabe admite desacordos sobre paz com Israel

Nem todos os países do bloco concordam com os recentes acordos dos Emirados Árabes e Bahrein com Israel, principalmente a Palestina

  • Internacional | Da EFE

O Secretário-Geral da Liga Árabe disse que não existe consenso sobre os acordos

O Secretário-Geral da Liga Árabe disse que não existe consenso sobre os acordos

Khaled Elfiqi /EFE/EPA -04.03-2020

O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gueit, admitiu nesta segunda-feira (14) a existência de um "desacordo árabe sobre alguns conceitos" da paz com Israel, após a entidade fracassar em chegar a um consenso sobre o assunto na semana passada.

"Estou muito procupado em preservar um mínimo de denominadores comuns árabes e tentar evitar repercussões negativas sobre a ordem árabe", disse Aboul Gueit na sede da Liga Árabe, no Cairo.

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Os países árabes não conseguiram emitir, na quarta-feira passada, um comunicado de consenso em reunião de ministros das Relações Exteriores para rechaçar a decisão dos Emirados Árabes de normalizar as relações com Israel, acordo que será firmado na terça-feira.

Na reunião da Liga Árabe, os palestinos queriam incluir o repúdio ao acordo emiradense, mas se depararam com a oposição de Emirados Árabes, Jordânia, Omã e Bahrein, que na sexta-feira passada anunciou a decisão de seguir os passos dos Emirados.

Aboul Gueit explicou que os ministros demonstraram "um fator comum que une todos os países árabes": a exigência do fim da ocupação israelense desde 1967 e o estabelecimento de um Estado palestino independente para "alcançar a paz" no Oriente Médio.

Segundo o dirigente, apesar dos desacordos, todos os membros "estão comprometidos a apoiar ao máximo as demandas e direitos palestinos estabelecidos e formulados pela parte palestina" e rechaçam os planos de anexação de territórios palestinos por parte de Israel e o reconhecimento de Jerusalém como capital israelense.

"Os acontecimentos recentes não afetarão o consenso árabe. A região não conhecerá a estabilidade nem a segurança reais se não alcançar a solução dos dois Estados", declarou, ao ressaltar que solucionar a questão palestina continua sendo a prioridade da entidade.

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