Maduro revela prisão contra autores de suposta "operação terrorista"

Embora tenha evitado falar diretamente dos acusados, Maduro disparou contra o ex-prefeito de Chacao de Caracas, que foi preso em 2014

Maduro revela ordem de prisão contra autores de suposta "operação terrorista"

Maduro revela ordem de prisão contra autores de suposta "operação terrorista"

Miraflores Palace/Handout via REUTERS - 3.11.2019

Caracas, 15 dez (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou neste domingo que foi decretada ordem de prisão de todos os envolvidos do que chamou de "operação terrorista", que inclui líderes da oposição, como Juan Guaidó e Leopoldo López, sem no entanto, revelar se ambos estão na mira da justiça.

"Na sexta-feira à noite, ordens judiciais e do Ministério Público foram ativadas para capturar os envolvidos nesta conspiração sangrenta", garantiu o mandatário, durante discurso na Assembleia Nacional Constituinte, o Parlamento governista.

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Embora tenha evitado falar diretamente dos acusados, Maduro disparou contra o ex-prefeito de Chacao de Caracas, que foi preso em 2014, durante protestos no país, e foi libertado mais de três anos depois.

"Leopoldo López é um monstro fascista, psicopata, que nos últimos 20 anos sempre esteve por trás de todos os atos golpistas e violentos. Ele tem violência no sangue, é um doente mental da violência e é também um ladrão", atacou o presidente eleito.

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Maduro garantiu que a conspiração que afirma ter desmantelado tem por trás o "subordinado" de López, Juan Guaidó, assim como o governo dos Estados Unidos.

A suposta ação foi revelada ontem pelo ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez. Segundo ele, as forças de segurança locais desarticularam um plano terrorista de López, que atualmente está na qualidade de hóspede na casa do embaixador da Espanha em Caracas, Guaidó e do presidente da Colômbia, Iván Duque.

De acordo com as informações divulgadas ontem, os oposicionistas pretendiam atacar bases militares da Venezuela neste domingo, assim como realizar ações violentas em seis estados do país. Maduro afirmou que a ideia era provocar um "banho de sangue" contra militares e a população.

O presidente ainda apontou o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA na Venezuela, que opera de forma virtual, James Story, de ser o "encarregado da conspiração".