Internacional Manifestantes pedem saída do presidente do Líbano, em Beirute

Manifestantes pedem saída do presidente do Líbano, em Beirute

'Ele sabia' foi escrito em uma imagem do presidente Michel Aoun em um pôster no local da homenagem às vítimas da explosão

Reuters - Internacional
Manifestantes prestam homenagem às vítimas da megaexplosão em Beirute

Manifestantes prestam homenagem às vítimas da megaexplosão em Beirute

Reprodução/ Reuters/ EFE

Manifestantes tristes e furiosos leram nesta terça-feira (11) em voz alta os nomes das 171 pessoas mortas até agora na explosão da semana passada no porto de Beirute e pediram a saída do presidente do Líbano e de outras autoridades a quem culpam pela tragédia.

Reunidos perto do "marco zero", alguns carregavam fotos das vítimas enquanto uma grande tela reproduzia imagens da nuvem que se ergueu sobre a cidade na última terça-feira após a detonação de material altamente explosivo armazenado por anos, que feriu cerca de 6.000 pessoas e deixou centenas de milhares desabrigadas.

"Ele sabia" foi escrito em uma imagem do presidente Michel Aoun em um pôster no local do protesto. Embaixo, dizia: "Um governo sai, um governo vem; continuaremos até que o presidente e o presidente do Parlamento sejam removidos."

A Reuters informou que o presidente e o primeiro-ministro foram avisados em julho sobre o nitrato de amônio armazenado, de acordo com documentos e fontes de segurança de alto escalão.

Aoun, que prometeu uma investigação rápida e transparente, tuitou nesta terça-feira: "Minha promessa a todos os libaneses em sofrimento é que não descansarei até que todos os fatos sejam conhecidos."

Gota d'água

Moradores de Beirute ainda tentam se recuperar enquanto seguem as operações de busca de 30 a 40 pessoas ainda desaparecidas. No quarto dia de protestos no país, as forças de segurança dispararam gás lacrimogêneo contra manifestantes que atiravam pedras.

"Nossa casa está destruída e estamos sozinhos", disse Khalil Haddad. "Estamos tentando ajustar o melhor que podemos no momento. Vamos ver, espero que haja ajuda e, o mais importante: espero que a verdade seja revelada."

Os libaneses não se acalmaram com a renúncia do governo do primeiro-ministro Hassan Diab na segunda-feira e estão exigindo a saída do que consideram uma classe governante corrupta.

Ao anunciar a renúncia de seu gabinete, Diab culpou a corrupção endêmica pela explosão, a maior da história de Beirute e que agravou uma profunda crise financeira que devastou a moeda, paralisou o sistema bancário e elevou os preços.

Para muitos libaneses, a explosão foi a gota d'água em uma crise prolongada com o colapso da economia, corrupção, governo disfuncional e desperdício.

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