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Peru: protestos contra a alta dos preços deixam um morto e pelo menos 15 feridos

Trabalhadores agrícolas que bloqueavam uma estrada ao sul de Lima entraram em confronto com policiais

Internacional|Do R7


Trabalhadores rurais entraram em confronto com policiais
Trabalhadores rurais entraram em confronto com policiais

Um trabalhador agrícola que participou do bloqueio de uma estrada morreu e pelo menos 15 pessoas ficaram feridas nesta quarta-feira (6) em confrontos com a polícia, em um novo dia de protestos no Peru devido aos aumentos de preço, informou um hospital.

"Quinze feridos foram internados, nós temos um gravemente ferido. Há um civil que deu entrada já morto em consequência do conflito", disse o diretor do hospital de Ica, a 300 km ao sul de Lima, Carlos Navea, em comunicado por vídeo postado na página do Facebook do centro de saúde.

Navea informou que os feridos que chegaram ao hospital são 12 policiais e três manifestantes.

Os confrontos ocorreram durante a manhã, quando policiais tentaram expulsar dezenas de trabalhadores agrícolas que estavam bloqueando a rodovia Pan-Americana, a cerca de 290 quilômetros ao sul de Lima, na fértil região de Ica, onde operam muitas empresas do agronegócio.

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A tensão vem crescendo no Peru desde segunda-feira (4), quando houve protestos em Lima, Ica e várias regiões do país contra o aumento de preço dos combustíveis e alimentos, o que levou o presidente esquerdista Pedro Castillo a impor um toque de recolher de surpresa, que foi repudiado por vários setores da população.

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O presidente finalmente suspendeu o toque de recolher no meio da tarde de ontem, terça-feira (5), após uma reunião com os líderes da oposição que dominam o Congresso, enquanto no centro de Lima ocorreram confrontos entre manifestantes e policiais e depredação de edifícios públicos e lojas.

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O líder dos trabalhadores agrícolas Julio Carbajal disse à rádio RPP que a pessoa morta na rodovia Pan-Americana é um trabalhador de 25 anos de Huancavelica que trabalhava em uma empresa agrícola em Ica.

Esses são os primeiros protestos no governo de Castillo, que está no poder há oito meses.

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