Minas Gerais Adultos entre 30 e 39 anos são os que mais transmitem a covid-19

Adultos entre 30 e 39 anos são os que mais transmitem a covid-19

Infectologista alerta para necessidade do uso da máscara e cuidado, principalmente nos momentos de descontração

  • Minas Gerais | Gabriel Rodrigues, da RecordTV Minas

Minas Gerais ultrapassou, nesta semana, a marca de meio milhão de casos de covid-19. Mais de 11 mil pessoas morreram em decorrência da doença neste ano. Embora a maior parte dos óbitos tenha sido registrados em idosos com mais de 70 anos, o grupo que mais se contamina e espalha a doença tem entre 30 e 39 anos. 

De acordo com o médico infectologista Leandro Cury, os números refletem o comportamento das pessoas nessa faixa etária. Muitas delas estão trabalhando normalmente, saindo às ruas e, muitas vezes, não adotam os cuidados necessários para evitar a contaminação.  

— Essa faixa economicamente ativa, dessas pessoas que trabalham, não estão só em home office mais, estão in loco. E assim que saem do trabalho retiram a máscara e estão se contaminando, principalmente em momentos de descontração. São nesses momentos em que o pessoal mais se infecta. 

Minas Gerais já registrou mais de 500 mil casos de covid desde o início do ano

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Vinicius Rangel/RecordTV Minas

A estudante Bruna Scoralick, que vive no Rio de Janeiro, resolveu visitar a família em Belo Horizonte após meses de isolamento social. No entanto, o que tinha tudo para ser um momento de alegria acabou se transformou num período extremamente difícil. 

A mãe de Bruna teve contato com uma pessoa que estava assintomática e acabou contraindo a covid-19.

— Eu fiz o exame por precaução e deu positivo. Ficamos eu e minha mãe isoladas, em quartos separados, mas a experiência de ficar presa em casa por 14 dias é muito cansativa. 

Bruna disse que se cuidou o máximo que pode e que, mesmo assim, acabou entrando para a estatística de contaminados.

— A preocupação de passar para a família é grande. Esse lado emocional da covid potencializa quando você tem preocupação. Eu estive responsável o tempo todo, segui os protocolos e, em algum momento eu não percebi o quanto o coronavírus pode chegar a qualquer momento na nossa casa. 

De acordo com o infectologista Leandro Cury, embora não tenha sido o caso de Bruna, há um comportamento de descuido com a doença em diversas classes sociais. 

— O que eu tenho percebido é que não tem classe social ou faixa etária de descuido. São pessoas com o mesmo comportamento, que repudiam a informação de que a covid-19 está aí, que a máscara é necessária, que a doença mata. E tem pessoas, por outro lado, preocupadissimas dentro de uma mesma família. 

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