Minas Gerais Guarda civil de BH é alvo de investigação sobre corrupção

Guarda civil de BH é alvo de investigação sobre corrupção

Investigado estaria aliciando agentes da Polícia Federal para práticas criminosas; PF cumpriu mandados de busca e apreensão

Polícia Federal deflagrou operação contra suspeito

Polícia Federal deflagrou operação contra suspeito

Divulgação

Um guarda municipal de Belo Horizonte é investigado pela Polícia Federal como suspeito de crimes como advocacia administrativa, corrupção passiva e ativa.

A investigação aponta que o agente cedido à Polícia Federal para ajudar no registro de armas estaria atuando como despachante dentro da corporação e estaria aliciando outros funcionários da PF para fazerem parte do esquema criminoso.

A PF deflagrou uma operação nesta sexta-feira (29) para apurar os possíveis delitos. Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos. A ação foi autorizada pela 9ª Vara Federal.

O crime de advocacia administrativa consiste em "patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública". Ele tem pena prevista de multa e prisão de 1 a 3 meses.

O delito de corrupção ativa ocorre quando uma pessoa oferece ou promete vantagens indevidas a um servidor público para "praticar, omitir ou retardar ato de ofício". A pena é de multa e detenção de 2 a 12 anos, a mesma prevista para o crime de corrupção passiva, que é quando o servidor solicita a vantagem indevida.

"Com a análise do material apreendido será possível apurar se outros funcionários auxiliavam o investigado na prática criminosa, além de delimitar as responsabilidades individuais", detalhou a PF em nota.

Procurada, a Corregedoria da Guarda Municipal de Belo Horizonte informou que acompanhou o cumprimento dos mandados. "A corporação está auxiliando a Polícia Federal no que for preciso e também já instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta do agente", completou a GM.

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