Minas Gerais Polícia investiga golpe em venda de vacinas em Minas Gerais

Polícia investiga golpe em venda de vacinas em Minas Gerais

Segundo as vítimas, a suspeita agendava a aplicação do imunizante, recebia pelo serviço e não repassava às clínicas 

  • Minas Gerais | Ana Gomes, Do R7, com Vinícius Rangel, Da Record TV Minas

Polícia faz alerta para outras vítimas

Polícia faz alerta para outras vítimas

Freepik/Reprodução

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para investigar um possível golpe na venda de vacinas. Segundo a denúncia da ABCVAC (Associação Brasileira das Clínicas de Vacina), uma mulher se passa por representantes de clínicas, recebe o pagamento da aplicação, mas não repassa o valor às unidades.

"A falsária recebe do paciente via pix, agenda a visita em domicílio em clínicas privadas, em nome do cliente, e apresenta um comprovante falso para esse agendamento", afirma o presidente da instituição, Geraldo Barbosa.

Pelo menos quatro clínicas de vacinação já acionaram a Polícia Militar para denunciar os golpes. Em um boletim de ocorrência registrado no dia 21 de janeiro, o dono de uma empresa de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, relata que constatou a falta de pagamento em serviços de aplicação da vacina no sistema. Ao entrar em contato com os clientes, eles informaram que acertaram o valor direto com a suspeita. Ainda segundo o profissional, o prejuízo já chega a R$6.000.

"Tememos que isso esteja acontecendo em maior escala, por isso estamos chamando a atenção aos casos, para que mães, responsáveis, pacientes e clínicas deixem de ser lesados. As ocorrências são importantes para investigações e providências", alerta Barbosa.

Depois que o caso veio à tona, pacientes temem em ficar sem a aplicação das vacinas. Jeniffer Carolina é uma das pessoas que comprou imunizantes com a suspeita. A primeira dose foi aplicada em sua filha de 2 anos e 10 meses em janeiro e ela só descobriu o golpe após o contato da clínica. Agora, ela acredita que terá que pagar novamente pela aplicação da segunda dose que está agendada para o final de fevereiro.

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que tomou conhecimento do caso e está investigando a possível prática de estelionato e outras fraudes, após as denúncias das vítimas. A corporação ainda orientou que, caso haja outros lesados, eles procurem uma unidade de segurança para relatar o caso.

A reportagem entrou em contato com a acusada, mas, até o momento, não teve retorno. 

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