Minas Gerais TJ anula júri que absolveu homem acusado de matar amante grávida

TJ anula júri que absolveu homem acusado de matar amante grávida

Jurados reconheceram que homem ocultou cadáver, mas o absolveram de ter cometido o homicídio; novo júri será marcado em Uberaba (MG)

Júri popular foi anulado pela Justiça

Júri popular foi anulado pela Justiça

Divulgação/TJMG

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais anulou a decisão de um júri popular que absolveu um homem acusado de matar a amante, que estava grávida, em Uberaba, a 480 km de Belo Horizonte.

De acordo com a medida, que atende a um recurso do Ministério Público, a decisão dos jurados foi contrária às provas apresentadas durante o processo e um novo procedimento deve ser realizado.

O júri reconheceu que o homem ocultou o cadáver, mas o absolveu da prática de homicídio, decisão contrária às provas.

De acordo com a decisão do desembargador Agostinho Gomes de Azevedo, o acusado apresentou duas versões diferentes durante a fase de inquérito e a judicial e a resposta dos jurados não foi de encontro a nenhuma delas.

“Há que se dar nova oportunidade à sociedade de Uberaba, através do veredito popular, em reapreciar por derradeiro o presente caso”, diz a sentença de Azevedo. Os outros dois desembargadores votaram de acordo com o relator.

Crime

O crime ocorreu em 13 de setembro de 2017. De acordo com o Ministério Público, o homem vivia em uma união estável quando começou um relacionamento extraconjugal com outra mulher. 

Na data, a amante, que estava grávida, foi até a casa do casal e os três começaram uma discussão. O homem esfaqueou a amante e a companheira dele enforcou a mulher com uma corda.

Ainda de acordo com a denúncia do MP, o casal enrolou o corpo da mulher em um saco plástico e enterraram o corpo em uma cova no quintal da própria casa. 

O cadáver só foi descoberto no local em 15 de junho de 2018, nove meses depois do crime, após uma denúncia anônima. 

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