Após um mês e 4 mil mortos, Milão reconhece erro de campanha contra isolamento

Um mês depois de lançar a campanha "Milano Non Si Ferma" (Milão Não Para), em 27 de fevereiro de 2020, autoridades italianas admitem agora que a estratégia foi um erro

Um mês depois de lançar a campanha

Um mês depois de lançar a campanha

Folha de Pernambuco

Um mês depois de lançar a campanha "Milano Non Si Ferma" (Milão Não Para), em 27 de fevereiro de 2020, autoridades italianas admitem agora que a estratégia foi um erro.

A campanha surgiu em plena pandemia da Covid-19 e viralizou nas redes sociais da Itália principalmente na região de Milão, onde teve, inclusive, o apoio do prefeito local, Giuseppe 'Beppe' Sala.

Ela recomendava que a população não adotasse mais o isolamento social e o confinamento. Também exaltava os "milagres" feitos todos os dias pelos cidadãos de Milão e seus "resultados econômicos importantes".

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"Porque, a cada dia, não temos medo. Milão não para", dizia o vídeo. Agora, o próprio prefeito milanês, Beppe Sala, admite: "Foi um erro. Ninguém ainda havia entendido a virulência do vírus", disse aos jornalistas nesta quinta (26).

A Itália tem mais de 80 mil casos testados positivos para o vírus e mais de 7.000 mortes. Quando a campanha foi lançada, o país contabilizava 12 mortos. Milão é a província mais atingida, com mais de 32,3 mil casos e 4.474 mortes, segundo balanço desta quinta.