FPF crê que aumento no número de substituições é algo 'irreversível'

Medida sugerida pela Fifa precisa do aval da International Board, mas é proposta desejada por clubes e federações

Medida sugerida pela Fifa precisa do aval da International Board, mas é proposta desejada por clubes e federações

Medida sugerida pela Fifa precisa do aval da International Board, mas é proposta desejada por clubes e federações

Folha de Pernambuco

De olho no retorno do futebol, a Fifa está buscando soluções para evitar um grande número de lesões. Ao passar o surto da pandemia do novo coronavírus, os clubes devem encarar uma grande maratona de jogos em um curto período de tempo. Pensando nisso, a entidade que comanda o futebol mundial sugeriu uma mudança temporária na regra das substituições. Segundo noticiou a agência Reuters nesta segunda-feira (27), a ideia é aumentar de três para cinco a quantidade de alterações durante uma partida.

Esta proposta da Fifa é a vontade da maioria das federações ao redor do mundo. Elas acreditam que, com a evolução do futebol e o jogo mais dinâmico, aumentar o número de substituições pode diminuir a quantidade de atletas no departamento médico ao longo dos campeonatos. Porém, apesar do desejo das instituições, a medida ainda precisaria do aval da International Board (IFAB), órgão responsável pela gestão das regras do esporte. Ainda segundo o sugerido pela Fifa, cada competição pode decidir se opta ou não em fazer uso da mesma.

Em Pernambuco, apesar do Estadual se encontrar em reta final, o presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, afirmou que iria aderir à novidade. "Aqui, com certeza eu faria uso desta regra, sou totalmente a favor. O futebol mudou, esta mudança no número de substituição é um caminho irreversível. A Fifa está antecipando por causa da pandemia, mas muitos esportes já são assim... vôlei, basquete, futebol de salão. Acredito que eu, todas as federações e clubes concordariam com a mudança", ressaltou o mandatário.

Carvalho ainda acha que após o surto da pandemia da Covid-19 passar, a medida sugerida vire regra oficial, mas com uma substituição a menos. "Acredito que serão quatro. Três para a linha e uma para o gol. Do jeito que está hoje, os clubes ficam com receio de fazer três mudanças no jogo e o goleiro sofrer algum problema após as alterações terem sido realizadas", explicou.

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Presidente da Liga do Nordeste, Eduardo Rocha foi no mesmo caminho do colega pernambucano. Entretanto, o mandatário potiguar crê que a CBF deva ser a responsável por decretar o uso da regra no Brasil, apesar das federações locais terem o poder de escolher pela implementação da medida em suas competições. "É uma medida prática e ao mesmo tempo muito inteligente. Teremos jogos em um curto espaço de tempo e seria interessante para os clubes não perderem seus atletas por lesão. Acredito que a CBF deveria acatar e, em consenso com as federações, aplicar em todos os campeonatos do País. Acho que todos estariam de acordo", falou o também presidente do América/RN.

Apesar do aumento no número de substituições, cada clube só poderia parar o jogo para fazer alterações em três oportunidades. A expectativa é que a IFAB estude a proposta sem muita demora, uma vez que algumas ligas pensam em retomar seus campeonatos no mês de maio. Segundo um porta-voz da Fifa, a medida pode ser estendida durante toda a temporada, e ainda tem chance de ser aplicada na Eurocopa e na Copa América, que serão disputadas em julho de 2021.