Folha de Pernambuco Remédio reduz carga viral do coronavírus em teste inicial em células

Remédio reduz carga viral do coronavírus em teste inicial em células

Resultado do primeiro teste foi uma redução de até 93% carga viral do novo coronavírus na célula infectada em 24h

Resultado do primeiro teste foi uma redução de até 93% carga viral do novo coronavírus na célula infectada em 24h

Resultado do primeiro teste foi uma redução de até 93% carga viral do novo coronavírus na célula infectada em 24h

Folha de Pernambuco

Pesquisadores da Universidade Monash, na Austrália, publicaram na sexta (3) um estudo no qual indicam que o uso de um remédio antiparasitário (usado contra pulgas, por exemplo) diminuiu a quase zero o material viral do novo coronavírus em testes com células cultivadas em laboratório.

Estudos anteriores já indicavam que a ivermectina, o medicamento antiparasitário, também apresenta efeito antiviral quando administrado in vitro, ou seja, fora de organismos vivos, em ambientes laboratoriais controlados.

No novo estudo, os pesquisadores infectaram células com o novo coronavírus, o Sars-CoV-2, e mediram a eficácia do antiparasitário ao longo de 72 horas, comparando os resultados com células também infectadas que não receberam o fármaco. Foram analisadas amostras coletadas 24h, 48h e 72h após a infecção.

O resultado deste primeiro teste foi uma redução de até 93% carga viral do novo coronavírus na célula infectada em 24h. Após 48h, a redução chegou a 99,9%. A análise realizada após 72h da infecção não apresentou mudança no quadro anterior, mantendo-se em 99,9%.

Na prática, isso quer dizer que a ivermectina é capaz de inibir a proteína do coronavírus, limitando a infecção e causando a perda de praticamente todo o material viral em ambientes controlados.

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A carga viral foi limitada porque a ivermectina impede que o vírus do Sars-CoV-2 se reproduza dentro da célula. No entanto, ainda não se sabe se o efeito seria o mesmo em animais vivos.

Resultados similares já haviam sido observados em estudos anteriores com o vírus da dengue e com o vírus símio 40 (SV40), levando os pesquisadores a tentarem repetir a abordagem para encontrar um fármaco que pudesse limitar os efeitos da Covid-19.

De acordo com o estudo, caso se torne possível criar um antivírus para o coronavírus utilizando a ivermectina, a administração do fármaco em pacientes no início da infecção limitaria a carga viral, impedindo a transmissão de uma pessoa para outra e o agravamento do quadro clínico.

No entanto, um ensaio clínico de fase 3 na Tailândia revelou que a o uso da ivermectina em dose única diária não teve nenhum efeito clínico positivo no tratamento da dengue.

Apesar dos resultados, o estudo ainda demanda muitos outros testes em diferentes etapas e níveis de complexidade. Isso porque há diversas variáveis a serem contornadas e estudadas antes, durante e depois da administração do antivírus em organismos vivos, como humanos e demais animais.

A ivermectina é um remédio considerado seguro para administração em humanos, mesmo em maiores doses. Entretanto, há ressalvas, uma vez que não há informações suficientes para saber se o uso deste fármaco é seguro para gestantes. Agora, os pesquisadores planejam estudar a administração da droga em doses aprovadas para uso em humanos.

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