Christina Lemos Antes dos 40 anos, Oxford não deve ser aplicada, diz britânico

Antes dos 40 anos, Oxford não deve ser aplicada, diz britânico

“Riscos superam benefícios”, diz agência reguladora inglesa MHRA. Anvisa manda suspender aplicação da vacina em grávidas.

O órgão regulador de medicamentos do Reino Unido, equivalente à Anvisa, alertou o Comitê de Vacinação e Imunização britânico sobre o uso da vacina AstraZeneca/Oxford nas parcelas mais jovens da população. A resposta do MHRA – Medicines and Healthcare products Regulatory Agency - encaminhada ao Comitê em 7 de maio, não recomenda a aplicação do imunizante em pessoas abaixo dos 40 anos. Nesta segunda-feira, a Anvisa determinou a suspensão da aplicação do imunizante em grávidas, conforme prevê a bula da vacina.

Aplicação da Astrazeneca/Oxford: imunizante é desaconselhado a pessoas abaixo de 40 anos

Aplicação da Astrazeneca/Oxford: imunizante é desaconselhado a pessoas abaixo de 40 anos

Divulgação/Ministério da Saúde

O comunicado da MHRA reforça a eficiência da fórmula da AstraZeneca/Oxford para a parcela mais velha da população e que relatos de casos adversos, relacionados a tromboses, são extremamente raros. No entanto, o executivo-chefe da MHRA, June Raine, desaconselha a adoção do imunizante por pessoas abaixo dos 40 anos, uma vez que ainda não foram feitos testes suficientemente seguros com esse grupo da população. Os indicativos, para esta parcela de pessoas, são de que "os riscos superam os benefícios". 

“Nossa posição permanece de que os benefícios da vacina AstraZeneca contra a Covid-19, com seu risco associado de hospitalização e morte, continuam a superar os riscos para a grande maioria das pessoas”, diz Raine. “O equilíbrio entre benefícios e riscos é muito favorável para pessoas mais velhas, mas é mais bem equilibrado para pessoas mais jovens e recomendamos que essa evidência em evolução seja levada em consideração”, completa.

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