Christina Lemos Apesar do desmonte político do Líbano, missão brasileira está mantida

Apesar do desmonte político do Líbano, missão brasileira está mantida

Comitiva, que inclui Michel Temer e Paulo Skaf, será recebida pelo presidente Michel Aoun - diz embaixador libanês em Brasília. Permanência deverá ser de poucas horas. 

Missão contará 2 aviões da FAB, que decolam para Beirute nesta quarta.

Missão contará 2 aviões da FAB, que decolam para Beirute nesta quarta.

Sgt Bianca/FAB

O embaixador do Líbano no Brasil, Yusef Sayyah, em conversa exclusiva com o blog, confirmou que a profunda crise política que afeta o país e que motivou a queda do primeiro ministro, Hassan Diab, não representará embaraço para a missão brasileira de ajuda humanitária. Segundo o representante libanês em Brasília, a comitiva, chefiada pelo ex-presidente Michel Temer, será recebida pelo presidente Michel Aoun. A agenda oficial ainda estava sendo montada nesta segunda-feira.

Os brasileiros decolam nesta quarta-feira, com a tarefa de levar a Beirute a solidariedade do governo e do povo do Brasil, que abriga a maior comunidade libanesa no exterior. As duas aeronaves da FAB levarão cerca de 20 horas para alcançar a base aérea militar do aeroporto de Beirute, que teve quase a metade de sua área arrasada por explosões na última terça-feira, dia 4.

A permanência da comitiva brasileira designada pelo presidente Bolsonaro será de pouco mais de 24 horas. E deve alcançar o Líbano junto com o avião Hércules, que transportará cerca de 6 toneladas de material de socorro às vítimas da tragédia, incluindo suprimentos médicos e alimentos. Participam da operação, além do Itamaraty, os ministérios da Defesa e Saúde e da própria Presidência da República. Bolsonaro designou para missão um de seus principais homens de confiança, o almirante Flávio Rocha, Secretário Especial da Presidência.

Sobre a crise política, agravada pela tragédia, o embaixador Sayyah tem esperanças de solução para breve. “Diante da magnitude do que enfrentamos, acredito que todos os poderes devem trabalhar para uma transição rápida, de no máximo três semanas”. “A prioridade tem de ser prestar socorro às milhares de vítimas”, completa. “Meu dever é expressar enorme gratidão ao governo e ao povo brasileiro por este importante gesto de solidariedade que só fortalece nossos laços históricos”, declarou.

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