Christina Lemos Bolsonaro no PP: "Tento partido para chamar de meu"

Bolsonaro no PP: "Tento partido para chamar de meu"

Faltando pouco mais de um ano para a campanha eleitoral de 2022, presidente deixa claro que deseja comandar legenda pela qual pretende concorrer e associa escolha à nomeação de Ciro Nogueira ao ministério

Em entrevista na manhã desta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro assumiu publicamente sua intenção de comandar da legenda que venha a abrigar sua candidatura à reeleição no ano que vem. “Tentei e estou tentando partido que eu possa chamar de meu ”, declarou. “Está difícil, quase impossível!”, emendou.

Bolsonaro em entrevista: o PP aparece no horizonte

Bolsonaro em entrevista: o PP aparece no horizonte

Facebook / Reprodução 21-07=2021

“O PP passa a ser uma possibilidade de filiação nossa”, afirmou Bolsonaro, ao comentar a escolha do presidente do Partido Progressista, Ciro Nogueira, para ministro da Casa Civil. “Minha aproximação com os partidos de Centro é pela governabilidade”, declarou, ao rebater críticas sobre a dependência da aliança com as legendas do Centrão, sem a qual, alega, perderia maioria no Congresso. “Sobrariam 150 deputados. Com 150 não vou a lugar nenhum”, completou.

Após ver frustrada a criação do Aliança pelo Brasil, além do PP, Bolsonaro manteve conversações com várias legendas, entre elas o PTB, o PRB, e o Patriotas – este último chegou a rachar após o presidente firmar posição de que sua intenção é comandar o partido, ainda que sem ser o líder formal. O Patriotas recebeu recentemente filiação do senador Flávio Bolsonaro.  A entrada do presidente na legenda ainda não está descartada.

“Mais de 30% das pessoas acreditam em mim”, sustenta o titular do Planalto, para quem parte das pesquisas pré-eleitorais são “mentirosas”. Na campanha de 2018, Bolsonaro alavancou a eleição dos candidatos do PSL, tornando o antigo partido nanico uma das legendas mais numerosas do Congresso, com presença nacional também em cargos das duas esferas do Executivo.  Bolsonaro se desfiliou do PSL em novembro de 2019, após a recondução à presidência do partido do deputado Luciano Bivar, de quem o capitão tornou-se desafeto após trocas de acusações envolvendo o financiamento da campanha de 2018.

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