Madeleine é a filha que todo pai e toda mãe esperam reencontrar

Polícia alemã é obrigada a admitir que a menina morreu, já que o suspeito é investigado por assassinato – o que deixa um fio de esperança

Segundo a polícia alemã, a britânica Madeleine McCann, que despareceu aos 3 anos, em 2007, está morta. Mas ainda falta muito para o esclarecimento do caso que comoveu famílias em todo o mundo, principalmente ocidental. Por mais que seja remota a possibilidade de ela estar viva, aos 16 anos, enquanto seu corpo não for encontrado, Madeleine permanece como a filha que todo pai e toda mãe esperam reencontrar.

Madeleine estaria hoje com 16 anos

Madeleine estaria hoje com 16 anos

Reprodução/Internet

O suspeito do assassinato é alemão, tem 43 anos e está preso na cidade de Kiel, cumprindo pena por outro crime. Ele tem antecedentes de crimes sexuais, inclusive cometidos contra menores de idade e estava no Algarve, em Portugal, entre 1995 e 2007, onde os pais de Madeleine jantavam com amigos no dia do desaparecimento da menina, durante uma viagem de família. Era um 3 de maio, e a tragédia ocorreu no curto período entre 21h e 22h.

Até o momento, a busca por uma solução no caso rendeu mais de 2 mil diligências policiais, 500 buscas e 12 mil páginas de processo. Mais de 600 pessoas foram investigadas como suspeitos. É um trabalho de colaboração internacional, tamanho o interesse despertado e a torcida para que o crime seja resolvido.

A família McCann já declarou que as novas informações são “potencialmente relevantes”, agradeceu ao esforço dos milhares de policiais e, sem perder a esperança de encontrar Madeleine viva, admite que "seja qual for o resultado”, precisam saber o que aconteceu: “para termos paz".

A promotoria de Braunschweig (ultima região em que o suspeito morou) foi obrigada a admitir que a menina morreu, já que o suspeito é investigado por assassinato. O cidadão alemão, condenado pela morte de três crianças, havia sido descartado como suspeito pela Scotland Yard, ainda em 2011.

O perfil do criminoso é o pior possível para quem torce por um final feliz. Mas a agonia (e o otimismo mais profundo) dos pais de Madeleine pode estar perto de se encerrar. Treze anos depois, o mundo também aguarda. Que seja feita justiça. E, quem sabe, ocorra um milagre.