R7 Planalto Simone Tebet é cortejada por partidos, mas deve ficar no MDB

Simone Tebet é cortejada por partidos, mas deve ficar no MDB

Senadora teve quase 30% dos votos no Senado mesmo com abandono da cúpula e candidatura independente 

  • R7 Planalto | Mariana Londres, de Brasília

Simone Tebet conversa com colegas no dia das eleições à Presidência do Senado

Simone Tebet conversa com colegas no dia das eleições à Presidência do Senado

Marcos Oliveira/Agência Senado

A senadora Simone Tebet (MDB-MS), abandonada pela cúpula do seu partido nas eleições no Senado, passou a ser cortejada por outras legendas, PSD, Podemos, PL, depois de ter conquistado 21 votos, ou 27% da casa legislativa mesmo com a candidatura independente. 

A interlocutores, no entanto, a senadora não fala em mudar de partido e tem dito que recebeu muito apoio da militância do MDB, das alas mais jovens, das mulheres e da diversidade. O resultado da eleição em si também foi visto como expressivo, já que a senadora não tinha cargos, emendas, nada para oferecer.

As eleições para o Senado são majoritárias, e, em função disso, o parlamentar não perde o mandato se trocar de partido. Diferente do que ocorre na Câmara, que tem eleições proporcionais. 

O apoio do MDB a Rodrigo Pacheco (DEM-MG) na reta final das eleições à presidência do Senado e a negociação de cargos na Mesa Diretora levou o público e demais partidos a acreditarem que Simone Tebet poderia querer trocar de legenda. 

A senadora terá uma reunião com o deputado Baleia Rossi (MDB-SP), candidato derrotado do MDB às eleições na Câmara na próxima semana. O deputado também avalia que internamente ambos saíram fortalecidos da disputa. 

Publicamente, ao anunciar que seguiria na candidatura avulsa, Tebet disse que não se sentiu traída pela cúpula do seu partido no Senado e lembrou da dificuldade que teria em abandonar o partido. 

"Não considero traição, é da política. Eu nasci dentro do MDB". 

O pai de Simone Tebet, Ramez Tebet foi político pelo MDB e ocupou a presidência do Senado há duas décadas, em 2001. Com a eleição de Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o MDB ocupa a vice-presidência da Casa e indicou Veneziano Vital do Rego (MDB-PB).

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