Suposto hacker diz que R$ 100 mil apreendidos eram de bitcoins

Advogado do DJ Gustavo Henrique Elias Santos disse ainda que seu cliente recebeu de amigo mensagens de autoridades interceptadas

Suposto hacker diz que R$ 100 mil apreendidos eram de bitcoins

Suposto hacker diz que R$ 100 mil apreendidos eram de bitcoins

Agência Senado

O advogado de dois dos quatro suspeitos de terem hackeado o celular do ministro Sérgio Moro, presos desde ontem, disse nesta quarta (24) que os R$ 100 mil apreendidos na casa do seu cliente eram de operações de compra e venda de bitcoins. Ariovaldo Moreira defende o DJ Gustavo Henrique Elias Santos e a namorada dele, Suelen Priscila de Oliveira. 

— Gustavo trabalha no entretenimento, é DJ, e segundo ele, ele estava operando compra e venda de bitcoin. Ele me autorizou a dizer isso e disse que tem como provar a origem desse dinheiro.

De acordo com o advogado, Gustavo admitiu ter visto conversas de autoridades hackeadas pelo seu amigo Walter Delgatti Neto, mas que apenas viu as mensagens. Ele disse que Gustavo irá prestar essas informações em depoimento na tarde desta quarta. 

— Ele negou e disse que não tem nenhuma relação com isso, que viu algumas mensagens printadas pelo Walter e ele disse [ao Walter]: "cuidado com isso, que você vai ter problema". Não é oficial, segundo ele é o que vai narrar, que ele chegou a ver, que está printado na tela do computador dele, teria chegado no computador dele. Ele não se lembra se isso foi antes ou depois dos vazamentos dos diálogos pela imprensa. Me garantiu que não vê o Walter pessoalmente há muito tempo.

Apesar de morar em São Paulo, Gustavo conhece Walter há muito tempo da sua cidade natal, Araraquara, onde Walter é conhecido como "Vermelho". 

Gustavo e Suelen estão detidos na Polícia Federal do Aeroporto de Brasília. Os demais presos já foram encaminhados à superintendência da PF em Brasília. Os outros presos ontem são: Walter Delgatti Neto e Danilo Cristiano Marques.