Temos mais gente contratada, mas Brasília estraga tudo

Não fossem as trapalhadas políticas, o país poderia estar gerando ainda mais empregos e fazendo a economia girar, como todos os brasileiros desejam

Pessoas à procura de vagas de trabalho, em São Paulo

Pessoas à procura de vagas de trabalho, em São Paulo

Paulo Whitaker/Reuters - 06.08.2018

Como conclamamos neste espaço na terça-feira 15, agora vai. Chegamos ao fundo do poço e só nos resta emergir da maior crise econômica da nossa história. Os números nos permitem algum otimismo: em setembro, o Brasil abriu mais vagas com carteira assinada do que fechou.

O saldo positivo foi de 157.213 novos empregos. No mês passado, sete dos oito setores de atividade tiveram saldo positivo no nível de emprego. Os maiores avanços foram apurados nos ramos de serviços, indústria de transformação e comércio. Boas notícias, portanto.

Não fossem as trapalhadas vindas de Brasília – e que quase diariamente nos atormentam –, o país poderia estar cuidando de gerar ainda mais empregos e fazer a economia girar, como todos os trabalhadores brasileiros desejam e merecem.

É comum ouvir especialistas falarem sobre as expectativas negativas ou positivas que cercam as tomadas de decisões econômicas. Pois é disso que devemos nos ocupar, em vez das intrigas que infestam os planaltos: olhar para os sinais que a realidade nos entrega e deles tirar a força da retomada.