Com medo da covid-19, cantora revela que refez testamento

Situação a deixou apavorada e celebridade chegou a pensar que iria morrer

A cantora americana Pink contou em entrevista a um programa de rádio que quando pegou covid-19, ano passado, junto com seu filho de três anos, ficou com muito medo e reescreveu seu testamento. "Estava assustada. No momento pensei que tudo estava acabado. Foi realmente muito assustador, muito ruim e como mãe, você pensa sobre o que está deixando para o seu filho, o que está ensinando a eles", detalhou.

Ao assistir a entrevista, pensei o quanto o medo tem atingido as pessoas atualmente. Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais, em parceria com a Associação Brasileira de Psiquiatria, a Associação Brasileira de Impulsividade e Patologia Dual, a Universidade do Texas e o Mackenzie ouviu mais de 200 mil pessoas e comprovou o aumento do temor neste período de incertezas que estamos vivendo.

Com medo de morrer, cantora Pink revelou em entrevista que refez seu testamento

Com medo de morrer, cantora Pink revelou em entrevista que refez seu testamento

Reprodução / Instagram

Bola de neve

Segundo especialistas, o medo tem sido o principal sentimento dos brasileiros desde o surgimento da pandemia. E o problema é que ele pode se tornar a porta de entrada para muitas doenças emocionais.

Há pessoas que sentem tanto medo que têm sintomas de covid-19, ou de outras doenças, sem estar com a infecção. Além disso, o medo pode ocasionar o aparecimento ou a piora de quadros de ansiedade, depressão, entre outros transtornos. O temor exagerado do que está por vir altera até mesmo o sistema imunológico.

Diferentes motivos, uma resposta

Por isso, os especialistas já falam que a covid-19 lançou outra pandemia, a do medo. As pessoas ficam apavoradas com o que assistem nos noticiários, com a possibilidade de perderem entes queridos, ou de elas mesmas morrerem.

Diante da pandemia, esse sentimento tem aprisionado muitas pessoas, mas é preciso enfrentá-lo

Diante da pandemia, esse sentimento tem aprisionado muitas pessoas, mas é preciso enfrentá-lo

Ulrike May / Pixabay

Eu já fui assim. Bastava ver uma pequena alteração em algum exame de sangue de algum familiar para procurar na internet o que aquilo significava. Os resultados das buscas nunca eram positivos e me deixavam ainda mais preocupada e sem respostas.

Demorou, mas aprendi que não temos controle sobre tudo que acontece ao nosso redor. Podemos, apenas, examinar o nosso interior e dominar o que nos domina.

É claro que o medo não surgiu com o Sars-CoV-2. Ele é um velho conhecido e, com ou sem pandemia, faz muitas pessoas reféns, inclusive, se achando incapazes de concretizarem projetos e sonhos. Por isso, ninguém está imune a esse sentimento.

O medo, de forma sutil, segundo psicólogos, até expressa cuidado, uma vez que faz parte de uma reação natural do ser humano a uma situação de perigo. Mas, quando ultrapassa limites, pode paralisar e impedir a pessoa de avançar em todas as áreas da vida.

Só quando enfrentamos o medo conseguimos avançar. O único jeito de encará-lo é trocar o ponto de interrogação que ele coloca em nossas mentes por um ponto final.

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